Reabertura do Hospital Canaã como retaguarda hospitalar adulta integrada à rede pública de São Paulo.
Versão 01 · 04/11/2026
Síntese executiva
Problema
Pacientes adultos aguardam nas UPAs e prontos-socorros da região central por leitos de internação, UTI e cirurgia, prolongando a permanência em unidades de urgência.
Oferta planejada
Retaguarda hospitalar adulta com 122 leitos planejados (92 de internação e 30 de UTI adulto), cinco salas cirúrgicas, diagnóstico, hemodiálise e Agência Transfusional.
Condições de implantação
Abertura progressiva, condicionada a vistoria técnica e sanitária, equipes, financiamento e fluxos de regulação pactuados; nenhuma etapa avança sem prontidão comprovada.
Próximo passo proposto à SMS
Propor à SMS a formação de um grupo técnico conjunto para validar o perfil assistencial, os indicadores e o cronograma de implantação.
O Instituto de Ciências Médicas Canaã propõe organizar uma resposta hospitalar coordenada às necessidades da rede de urgência. O Hospital Canaã será a retaguarda inicial planejada: receber encaminhamentos regulados, investigar e tratar com oportunidade, disponibilizar o recurso adequado e preparar a continuidade do cuidado.
Proposta institucional em desenvolvimento. Capacidade, serviços e integrações dependem de licenciamento, contratação, pactuação com o gestor e ativação operacional. O programa não é apresentado como iniciativa governamental oficial nem como serviço já implantado.
Capacidade hospitalar planejada; não representa leitos em operação.
5.524 m²
Área construída
12 Pavimentos e Heliponto
Edificação hospitalar
122 Leitos no total
92 de internação + 30 de UTI adulto
30 Leitos de UTI adulto
3 UTIs adultas de 10 leitos cada
92 Leitos de internação
Leitos de enfermaria adulta
57 leitos clínicos
Parte dos 92 leitos de enfermaria
35 leitos cirúrgicos
Parte dos 92 leitos de enfermaria
Emergência / Pronto-socorro
6 leitos de observação + 2 leitos de ressuscitação
Não integram os 122 leitos de internação e UTI adulto.
5 Salas cirúrgicas
Centro cirúrgico
10 salas no Day Clinic + 1 aparelho de ressonância magnética
Anexo previsto: diagnóstico e atendimento ambulatorial, com 1 aparelho de Ressonância Nuclear Magnética de 1,5 Tesla.
A estrutura física é uma referência de planejamento. A oferta operacional dependerá de licença, equipe, equipamentos, suprimentos, isolamento quando indicado e suporte diagnóstico assegurados. A ativação dos leitos será progressiva e documentada.
A carteira inicial é adulta, sem maternidade, neonatologia ou pediatria. O aceite dependerá de indicação hospitalar, estabilidade para transporte, especialidade, isolamento e suporte disponíveis. Casos que exijam recursos não instalados ou não habilitados terão referência e transporte regulados, sem promessa de atendimento indisponível.
Internação clínica e cirúrgica
A capacidade hospitalar planejada é de 122 leitos: 92 de internação clínica e cirúrgica e 30 de terapia intensiva adulto.
Os 35 leitos cirúrgicos serão destinados ao atendimento pré e pós-operatório, à recuperação e ao acompanhamento de pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Os 57 leitos clínicos serão voltados à investigação diagnóstica, ao tratamento e ao acompanhamento de diferentes condições clínicas.
Os 30 leitos de UTI adulto serão distribuídos em três unidades independentes — UTI 1, UTI 2 e UTI 3 —, com 10 leitos cada. Essa organização favorece linhas de cuidado integradas, desde a admissão até a recuperação e a alta hospitalar.
Os 30 leitos de UTI adulto serão distribuídos em três unidades fisicamente separadas, com estrutura e organização assistencial próprias, integradas aos fluxos de cuidado do hospital. Cada unidade terá 10 leitos.
UTI 1: 10 leitos — Tipo III (alta complexidade)
UTI 2: 10 leitos — Tipo II
UTI 3: 10 leitos — Tipo II
Classificação prevista no projeto assistencial.
O Hospital Canaã terá um centro cirúrgico planejado com cinco salas operatórias, destinado a procedimentos em diferentes especialidades médicas, conforme o perfil assistencial da instituição.
A estrutura será apoiada por equipamentos cirúrgicos e anestésicos, monitorização, recuperação pós-anestésica e Centro de Material e Esterilização.
O planejamento prioriza a segurança do paciente, a prevenção de infecções, a gestão eficiente da programação cirúrgica e a integração com a internação e a terapia intensiva.
Diagnóstico por imagem e apoio laboratorial previstos, incluindo tomografia de 128 canais, exames clínicos e anatomopatológicos para orientar decisões oportunas.
O projeto de reabertura prevê hemodiálise para pacientes em terapia intensiva, com atendimento à beira leito conforme a indicação clínica. A assistência será integrada às equipes responsáveis pelo cuidado intensivo, favorecendo a continuidade do tratamento e a segurança do paciente.
O suporte hemoterápico previsto será apresentado como Agência Transfusional, denominação identificada no levantamento anterior do prédio. O serviço deverá atender às necessidades transfusionais da internação, do centro cirúrgico, do pronto-socorro e das UTIs. Seu escopo, sua localização, os suprimentos e as responsabilidades dependerão de validação técnica e sanitária, sem pressupor implantação de banco de sangue ou centro hematológico de escopo ampliado.
Centro anexo planejado com 10 salas totais, distribuídas entre diagnóstico e atendimento ambulatorial. Prevê ressonância de 1,5 Tesla sem sedação, avaliações pré-operatórias e acompanhamento pós-alta. Reduzir esperas é um objetivo, condicionado à capacidade e à organização do atendimento.
O Núcleo Interno de Regulação (NIR) propõe informar em tempo real à regulação municipal, separadamente, as vagas de enfermaria e de UTI adulto efetivamente disponíveis. A central interna não substitui a autoridade reguladora e não anunciará como disponível leito interditado, sem equipe ou sem os recursos necessários.
Responsabilidades e acompanhamento
Direções técnica e clínica, enfermagem, NIR, qualidade, segurança do paciente, financeiro e TI deverão compor o núcleo de acompanhamento. O modelo propõe reunião operacional diária, análise semanal de desempenho e governança mensal com participação do gestor público quando pactuada.
Os custos por setor, investimentos necessários e fontes de financiamento ainda precisam de documentação e validação. Não há valor de custeio pactuado apresentado nesta proposta. A produtividade projetada é uma referência de planejamento, não produção realizada; metas contratuais e resultados dependerão de pactuação e medição.
As metas numéricas de cada indicador serão definidas na pactuação com a Secretaria.
Cronograma planejado de implantação
O manual propõe 180 dias de preparação e implantação progressiva. Os intervalos representam etapas condicionadas a aprovações, não uma data garantida de abertura. Licenças, pactuação territorial, recursos e testes de segurança precedem a admissão de pacientes.
Protocolos prioritários, gestão de leitos, projeto de prontuário, arquitetura de dados e aquisições assistenciais.
Aprovar protocolos e riscos.
Dias 61–90
Equipes e rede
Escalas, retaguarda especializada, fluxos regulatórios, esterilização, laboratório, imagem e suprimentos.
Simular a prontidão de cada setor.
Dias 91–120
Treinar e simular
Simulações de emergência, transferência, cirurgia segura, falhas de energia e sistemas e incidentes de privacidade.
Registrar testes e corrigir não conformidades.
Dias 121–150
Piloto assistencial
Operação de volume limitado, se autorizada, com indicadores e testes de integração de sistemas.
Decidir formalmente se há condições de avançar.
Dias 151–180
Expansão controlada
Ativação em ondas, auditoria interna, revisão de desempenho e pactuação de metas.
Expandir somente com aprovação formal.
Não abrir ou restringir admissões quando faltar licença, equipe, oxigênio, energia, água, medicação crítica, esterilização, suporte diagnóstico, transporte ou contingência segura. Nenhuma meta de giro autoriza operação inadequada.
Pactuação e próximos passos
A proposta deverá ser discutida com a Secretaria Municipal da Saúde para definir o perfil assistencial, os critérios de encaminhamento, as referências da rede e a oferta que poderá ser ativada com segurança. A pactuação deverá estabelecer responsabilidades, metas, indicadores, financiamento e regras de acompanhamento, sem pressupor contrato ou aprovação já obtidos.
Apresentar a proposta à gestão municipal; realizar vistoria técnica e sanitária; validar a carteira de serviços e os fluxos de regulação; detalhar investimentos, custeio e equipes; formalizar as condições de implantação; e testar a prontidão dos setores antes da abertura progressiva.
Contato institucional
Instituto de Ciências Médicas Canaã — apresentação e discussão da proposta de reabertura.
Rua Antônio Carlos, 122 — Consolação — São Paulo/SP