Hospital Canaã · Estudo de Capacidade Produtiva — Versão 02
Comparativo de números por setor
Referência documental · 3 de novembro de 2026
Referência mensal, equivalente anual e cenários por setor
As tabelas reproduzem os mesmos números apresentados no desenvolvimento por setor da página de produtividade. Os limites isolados de cada recurso ficam separados da programação integrada. Os equivalentes anuais consideram doze meses de operação estável, sem implantação gradual.
Não some as linhas como se fossem pacientes diferentes: utilizações de UTI, cirurgias, observação, consultas e exames podem pertencer à mesma internação. As projeções não são produção realizada nem metas já contratadas.
1. Movimentação hospitalar conciliada — sem dupla contagem
| Linha de produção integrada | Referência mensal | 12 meses equivalentes |
|---|---|---|
| Internações clínicas concluídas | 480 | 5.760 |
| Internações cirúrgicas concluídas | 334 | 4.008 |
| Internações hospitalares totais | 814 | 9.768 |
| Cirurgias eletivas | 330 | 3.960 |
| Cirurgias de urgência | 70 | 840 |
| Cirurgias totais | 400 | 4.800 |
| Eletivas com alta no mesmo dia, incluídas nas 400 | 66 | 792 |
| Utilizações de UTI, incluídas nas internações | 180 | 2.160 |
| Tomografias | 1.080 | 12.960 |
| Ressonâncias | 249 | 2.988 |
| Primeiros atendimentos no PS | 2.520 | 30.240 |
| Consultas no Day Clinic | 1.689 | 20.268 |
| Pacientes-dia hospitalares | 2.995 | 35.940 |
As linhas desta tabela não devem ser somadas. Os equivalentes anuais pressupõem doze meses estáveis, sem rampa de abertura; a unidade de contagem é o episódio ou procedimento, não necessariamente a pessoa única.
Memória de cálculo e premissas
A referência hospitalar é composta por 480 internações clínicas e 334 cirúrgicas: 814 internações concluídas por mês. Na cirurgia, 264 eletivas com internação + 70 urgências = 334. Ao acrescentar 66 eletivas com alta no dia, obtêm-se 400 cirurgias. UTI, consultas, exames e observação descrevem utilização de recursos ou atos assistenciais que podem pertencer ao mesmo episódio; não são somados para apresentar um total de pacientes únicos.
O consumo é 1.440 pacientes-dia clínicos + 835 cirúrgicos + 720 intensivos = 2.995 pacientes-dia mensais. Os 122 leitos oferecem 122 × 30 = 3.660 leitos-dia nominais, e a ocupação global simulada é 2.995 ÷ 3.660, aproximadamente 81,8%. A permanência hospitalar agregada é 2.995 ÷ 814, aproximadamente 3,68 dias por episódio concluído. Esse resultado é diferente dos três dias de enfermaria clínica, dos 2,5 cirúrgicos e dos quatro dias de UTI, que medem consumo em unidades específicas.
A soma dos limites isolados das duas enfermarias é 484 + 357 = 841 saídas de unidade. Esse resultado não substitui os 814 episódios da programação integrada: os limites isolados derivam de ocupações teóricas, enquanto a programação concilia o mix cirúrgico e o consumo de recursos. Acrescentar 180 utilizações de UTI aos 814 produz 994 registros de categorias distintas, não 994 internações. Somar as 66 cirurgias de alta no dia aos 841 também não demonstra 907 internações de pernoite. Nenhuma margem genérica justifica elevar o total para 930.
Os saldos externos de exames dependem da reserva interna e permanecem dentro do teto de cada equipamento. O mesmo raciocínio vale para financiamento: internação, cirurgia, UTI e exame não geram necessariamente receitas independentes. O contrato deverá definir o objeto remunerado e os itens incluídos, com rastreabilidade por episódio e procedimento. A coerência assistencial da tabela não equivale a auditoria de faturamento.
2. Introdução — o hospital como uma linha de cuidado integrada
| Recurso de projeto | Quantidade | Papel na movimentação |
|---|---|---|
| Enfermaria clínica | 57 leitos | Investigação, tratamento e transição do cuidado adulto |
| Enfermaria cirúrgica | 35 leitos | Internação e recuperação dos pacientes cirúrgicos |
| UTI adulto | 30 leitos, em 3 unidades de 10 | Suporte intensivo dentro das internações do hospital |
| Centro cirúrgico | 5 salas | 4 programadas e 1 reservada para urgências na referência |
| Day Clinic | 10 salas totais | RM e apoios; 4 consultórios simultâneos como hipótese |
| Pronto-socorro | 2 consultórios, 6 posições de observação e 2 de ressuscitação | Recepção, estabilização e decisão assistencial |
Memória de cálculo e premissas
O Instituto de Ciências Médicas Canaã apresenta este plano de produtividade projetada e de trabalho como uma proposta de organização da retaguarda hospitalar adulta do SUS paulistano. A finalidade é demonstrar como a estrutura do Hospital Canaã poderá apoiar a investigação diagnóstica, o tratamento clínico, a cirurgia, o cuidado intensivo e a continuidade após a alta. A quantidade de leitos ou equipamentos, isoladamente, não representa produção: cada recurso precisa de equipe, horário, suprimento, manutenção e articulação com os demais setores.
A base é o Estudo de Capacidade Produtiva — Versão 02, de 3 de novembro de 2026. O projeto considera 122 leitos hospitalares: 57 de enfermaria clínica, 35 de enfermaria cirúrgica e 30 de UTI adulto. Os 92 leitos de enfermaria e os 30 intensivos compõem o mesmo total institucional. As seis posições de observação e as duas de ressuscitação do pronto-socorro são recursos auxiliares e não aumentam os 122 leitos. O centro cirúrgico é composto por cinco salas; o diagnóstico e o Day Clinic anexo complementam a assistência.
O foco inicial descrito no documento é o cuidado adulto clínico e cirúrgico predominantemente de baixa e média complexidade, com retaguarda intensiva e diagnóstico especializado para casos compatíveis com os recursos liberados. A presença de UTI ou ressonância não autoriza oferecer indistintamente toda modalidade de alta complexidade. Maternidade, pediatria e neonatologia não integram o estudo; neurocirurgia e cirurgia de coluna neurocirúrgica ficam fora da carteira inicial desta edição. A carteira definitiva deverá ser validada pela direção técnica e pactuada com a regulação.
Esta página desenvolve um cenário de movimentação, não um relatório de produção já realizada. As projeções dependem de licenciamento, cadastro, instalações, equipe, demanda elegível, transporte e financiamento. O princípio é admitir o paciente certo, no recurso adequado e no momento oportuno, mantendo segurança e continuidade. Os números a seguir não comprovam habilitação, contratação pela Prefeitura ou equilíbrio econômico.
3. Internação clínica — 57 leitos e 480 episódios mensais de referência
| Premissa da enfermaria clínica | Conservador | Referência isolada | Expandido |
|---|---|---|---|
| Leitos | 57 | 57 | 57 |
| Ocupação simulada | 75% | 85% | 90% |
| Permanência média na enfermaria | 3,5 dias | 3 dias | 2,5 dias |
| Limite mensal de saídas de unidade | 366 | 484 | 615 |
Programação integrada: 480 internações clínicas/mês; 1.440 pacientes-dia de enfermaria; 150 utilizações de UTI incluídas na mesma coorte. Os cenários isolados não são metas hospitalares completas.
Memória de cálculo e premissas
A enfermaria clínica será destinada a pacientes adultos cujo diagnóstico, tratamento e necessidade de monitorização sejam compatíveis com a estrutura liberada. A admissão deve decorrer de indicação clínica e aceite regulado, com responsável assistencial, plano terapêutico e avaliação das barreiras à alta. A atuação de hospitalistas, enfermagem, farmácia, fisioterapia, nutrição e serviço social deve permitir cuidado contínuo, sem adiar investigação urgente até a chegada à enfermaria.
No cenário isolado de referência, 57 leitos × 30 dias × 85% ÷ 3 dias resultam em 484,5 saídas de unidade; o limite inteiro é 484. Esse é o potencial aritmético com aquelas hipóteses. A programação integrada adota 480 internações clínicas concluídas por mês, ligeiramente abaixo do limite, equivalentes a 5.760 em doze meses estáveis. O relatório deve contabilizar episódios hospitalares concluídos, distinguindo altas, óbitos e transferências externas; não se presume que todos os desfechos sejam altas para o domicílio.
O consumo de enfermaria dessa coorte é 480 × 3 = 1.440 pacientes-dia mensais. Dividido por 57 × 30 = 1.710 leitos-dia nominais, corresponde a aproximadamente 84,2% de ocupação na enfermaria clínica. A diferença entre 85% como premissa do limite e 84,2% como resultado da programação é deliberada: o primeiro dimensiona o teto isolado e o segundo decorre dos 480 episódios escolhidos.
O estudo aloca 150 utilizações de UTI à coorte clínica. Esses usos não aumentam as 480 internações: um paciente pode passar pela UTI e pela enfermaria dentro do mesmo episódio. Os três dias representam consumo médio de enfermaria por episódio da coorte, não a duração hospitalar completa de cada paciente. O cuidado intensivo será acrescentado em pacientes-dia, sem reiniciar a contagem de internação.
Reduzir permanência evitável pode ampliar a capacidade, desde que haja diagnóstico oportuno, tratamento adequado e transição segura. Com os mesmos 57 leitos e 85% de ocupação, quatro dias de enfermaria comportariam 363 saídas inteiras, contra 484 com três dias. Essa comparação não autoriza alta por prazo, supressão de cuidado necessário ou promessa de redução de custos equivalente à diária média.
4. Internação cirúrgica — 35 leitos e 334 episódios mensais
| Componente cirúrgico | Mensal | 12 meses equivalentes |
|---|---|---|
| Eletivas com internação | 264 | 3.168 |
| Urgências com internação | 70 | 840 |
| Internações cirúrgicas concluídas | 334 | 4.008 |
| Eletivas com alta no mesmo dia, fora das 334 | 66 | 792 |
| Cirurgias totais, incluindo alta no dia | 400 | 4.800 |
Memória de cálculo e premissas
A enfermaria cirúrgica sustenta a admissão e a recuperação dos pacientes operados que precisam de pernoite, vigilância e tratamento hospitalar. A programação deve conciliar avaliação pré-operatória, confirmação do procedimento, materiais, anestesia, recuperação e leito de destino. Internações pré-operatórias desnecessárias não devem ser utilizadas para elevar ocupação. O cirurgião mantém responsabilidade nominal pela condução e pela alta, com cogestão clínica conforme as atribuições formalizadas.
O limite isolado é 35 × 30 × 85% ÷ 2,5 = 357 saídas mensais de enfermaria cirúrgica. A referência integrada não utiliza todas essas saídas como meta: programa 264 internações eletivas e 70 de urgência, totalizando 334 internações cirúrgicas concluídas por mês. O equivalente de doze meses é 4.008 episódios. Essa diferença preserva a distinção entre capacidade de leitos e o mapa cirúrgico efetivamente simulado.
As 334 internações consomem 334 × 2,5 = 835 pacientes-dia de enfermaria. A ocupação resultante é 835 ÷ 1.050, aproximadamente 79,5%, embora o limite isolado tenha sido calculado com 85%. A simulação acrescenta 30 utilizações de UTI à coorte cirúrgica, já incluídas nas 334 internações, com 120 pacientes-dia intensivos. A média de 2,5 dias não é limite individual de alta nem substitui a permanência hospitalar total.
O modelo separa cirurgias com internação das eletivas com alta no mesmo dia. Das 330 eletivas programadas, 80% — 264 — utilizam enfermaria, e 20% — 66 — não consomem diária de enfermaria nesta simulação. Todas as 70 urgências utilizam internação. A separação descreve consumo de recursos; não define por si só faturamento, autorização de AIH ou enquadramento administrativo. A proporção de alta no dia depende de seleção, procedimento, recuperação e segurança.
5. Centro cirúrgico — cinco salas e programação de 400 cirurgias
| Indicador do centro cirúrgico | Conservador | Referência | Expandido |
|---|---|---|---|
| Salas eletivas | 4 | 4 | 4 |
| Horas diárias / dias mensais | 8 / 22 | 12 / 26 | 12 / 30 |
| Ciclo completo | 210 min | 180 min | 150 min |
| Fator efetivo | 65% | 80% | 85% |
| Limite eletivo pelas salas | 130 | 332 | 489 |
| Urgências simuladas | 40 | 70 | 100 |
| Limite total conciliado com enfermaria | 170 | 402 | 565 |
| Programação integrada adotada | Não definida | 400 | Não definida |
Memória de cálculo e premissas
O cenário de referência considera quatro salas para programação eletiva e uma quinta reservada para urgências e contingências. Não se vende a mesma hora simultaneamente para urgência e eletivo. A oferta depende de cirurgiões, anestesiologistas, enfermagem, instrumentais, materiais, CME, recuperação e leitos de destino. O menor recurso disponível limita o conjunto; cinco salas físicas não representam cinco salas operando continuamente sem restrição.
A agenda eletiva utiliza quatro salas × 12 horas diárias × 26 dias × 60 minutos × 80% ÷ ciclo de 180 minutos. O resultado é 332,8, arredondado para 332 eletivas possíveis pelas salas. O plano programa 330 eletivas, abaixo desse limite, e acrescenta 70 urgências como hipótese de demanda: 330 + 70 = 400 cirurgias mensais. O número 402 corresponde a 332 + 70 antes da escolha da programação; não é a meta de referência.
As 70 urgências não foram calculadas dividindo todas as horas da sala reservada pelo tempo cirúrgico. Um ciclo ilustrativo de três horas para esses casos utiliza 210 das 720 horas de disponibilidade mensal da sala. A folga atende variações, intercorrências e demandas não previsíveis. A agenda de quatro salas por 12 horas em 26 dias exige 1.248 horas mensais programadas; a reserva de urgência acrescenta 720 horas de disponibilidade. A soma de 1.968 horas não pressupõe cinco salas simultaneamente abertas 24 horas.
Se a agenda eletiva cair para dez horas em 22 dias, com o mesmo ciclo e fator, o limite passa para 234 eletivas; somadas às 70 urgências, seriam aproximadamente 304 cirurgias. Assim, a referência de 400 depende expressamente da agenda ampliada, de escala e de financiamento. Não deve ser apresentada como resultado automático de possuir cinco salas.
A referência considera seis posições de recuperação pós-anestésica dedicadas ao centro cirúrgico, a reconfirmar na planta e vistoria. Seis posições × 12 horas × 26 dias × 75% ÷ duas horas por recuperação resultam em 702 recuperações mensais isoladas. O número comporta a média de 400 cirurgias, mas não garante absorção de picos, saídas simultâneas ou recuperações prolongadas. Urgências fora da agenda exigem recuperação e equipe próprias. A recuperação endoscópica é considerada independente, não uma segunda utilização prometida das mesmas seis posições.
No cenário expandido, as salas suportariam 489 eletivas e a demanda simulada acrescentaria 100 urgências. Contudo, isso excederia a capacidade de internação cirúrgica. Com 472 saídas de enfermaria, 100 urgências e 80% das eletivas internadas, a conciliação permite 465 eletivas: 465 × 80% + 100 = 472 internações. Portanto, o limite conciliado é 565 cirurgias, e não 589. Esse cenário depende de permanência de dois dias e ocupação de 90%, sem representar recomendação de adoção imediata.
6. UTI adulto — 30 leitos, 180 utilizações e 720 pacientes-dia
| Indicador intensivo | Conservador | Referência | Expandido |
|---|---|---|---|
| Leitos adultos | 30 | 30 | 30 |
| Ocupação simulada | 70% | 80% | 85% |
| Permanência média de unidade | 5 dias | 4 dias | 3,5 dias |
| Pacientes-dia por mês | 630 | 720 | 765 |
| Utilizações mensais de UTI | 126 | 180 | 218 |
Memória de cálculo e premissas
As três unidades intensivas são independentes e possuem dez leitos cada. A UTI 1, no sétimo andar, tem classificação Tipo III pretendida; as UTIs 2 e 3, no sexto andar, têm classificação Tipo II pretendida. A classificação de projeto não comprova habilitação. Cada unidade exige dimensionamento e validação próprios de equipamentos, equipe médica, enfermagem, fisioterapia e demais apoios, inclusive diagnóstico, diálise e suporte hemoterápico quando indicados.
Na referência, 30 leitos × 30 dias × 80% de ocupação produzem 720 pacientes-dia intensivos. Dividindo pela média simulada de quatro dias por utilização, obtêm-se 180 episódios de UTI por mês, equivalentes a 2.160 em doze meses. O documento distribui 150 utilizações à coorte clínica e 30 à cirúrgica. Essa divisão serve para conciliar carga de trabalho; não é proporção epidemiológica observada na rede.
Os 180 episódios de UTI pertencem às internações clínicas e cirúrgicas. Portanto, 814 internações + 180 utilizações de UTI não representam 994 internações hospitalares. Uma passagem da enfermaria à UTI, uma transferência entre UTIs ou o retorno à enfermaria não criam automaticamente nova internação. Os pacientes-dia intensivos são acrescentados ao consumo de recursos porque representam dias em outra unidade, sem duplicar pessoas ou episódios hospitalares.
Trinta leitos intensivos representam aproximadamente 24,6% da capacidade nominal de 122 leitos. Manter essa disponibilidade tem custo e exige cobertura contínua. Como exemplo parcial de carga médica, um posto presencial por unidade de dez leitos corresponde a três postos simultâneos e 2.160 horas de plantão em um mês de 30 dias. Isso não é quadro completo de pessoal: rotinas, coordenação, especialidades, ausências e demais categorias precisam de dimensionamento separado.
Quatro dias de UTI são média de cálculo, não prazo obrigatório de transferência. A saída depende de condição clínica, vaga e equipe receptora, passagem segura das informações e continuidade do suporte necessário. A abertura em módulos de dez pode ser estudada de acordo com prontidão e demanda, preservando o projeto total, mas os números desta referência pressupõem todos os 30 leitos operacionais.
7. Tomografia de 128 canais — 1.080 exames mensais
| Premissa de TC | Conservador | Referência | Expandido |
|---|---|---|---|
| Equipamentos considerados | 1 | 1 | 1 |
| Horas produtivas por dia | 12 | 16 | 20 |
| Dias mensais | 30 | 30 | 30 |
| Ciclo completo | 25 min | 20 min | 15 min |
| Fator efetivo | 70% | 75% | 80% |
| Exames por mês | 604 | 1.080 | 1.920 |
Memória de cálculo e premissas
A tomografia integra a investigação clínica, cirúrgica e de urgência. O cenário utiliza um equipamento de 128 canais, cuja instalação, manutenção, licenciamento, equipe e contratos precisam ser confirmados. O número de canais não determina sozinho o total de exames: posicionamento, triagem, contraste, preparo, limpeza, intercorrências e protocolos também ocupam o recurso. A indicação clínica e a prioridade por gravidade prevalecem sobre o preenchimento da agenda.
A referência utiliza um aparelho × 16 horas produtivas diárias × 30 dias × 60 minutos × 75% ÷ ciclo completo de 20 minutos = 1.080 tomografias mensais, equivalentes a 12.960 em doze meses estáveis. As 16 horas são programação produtiva dentro de uma proposta de acesso à urgência durante 24 horas; não demonstram, isoladamente, cobertura de equipe e laudo nas demais horas. Essa cobertura deverá ser contratada e testada.
O documento exemplifica a reserva de 650 exames para demanda hospitalar e do PS, deixando 430 para agenda externa regulada. A soma permanece em 1.080; não são 1.080 exames externos além dos internos. A reserva é ilustrativa, não demanda comprovada. Necessidades urgentes maiores reduzem o saldo externo. O serviço também precisa acompanhar estoque de exames solicitados, tempo até aquisição, interpretação, entrega e comunicação de resultados críticos.
A realização de uma tomografia durante a internação é produção diagnóstica dentro do mesmo cuidado, e não uma nova internação ou pagamento adicional automaticamente devido. A possibilidade de procedimentos especializados dependerá das características do equipamento, dos programas instalados, da equipe e do enquadramento autorizado.
8. Ressonância de 1,5 Tesla — 249 exames mensais no Day Clinic
| Premissa de RM | Conservador | Referência | Expandido |
|---|---|---|---|
| Aparelhos | 1 | 1 | 1 |
| Horas diárias / dias mensais | 8 / 22 | 12 / 26 | 16 / 26 |
| Ciclo completo | 60 min | 60 min | 50 min |
| Fator efetivo | 70% | 80% | 85% |
| Exames mensais | 123 | 249 | 424 |
| 12 meses equivalentes | 1.476 | 2.988 | 5.088 |
Memória de cálculo e premissas
A ressonância magnética de 1,5 Tesla está prevista no Day Clinic anexo. O estudo conta um aparelho, não dez: as dez salas totais do anexo incluem imagem, preparo e apoios, e não equivalem a dez máquinas ou dez consultórios disponíveis. A programação inicial considera exames sem sedação. Pacientes que necessitem de monitorização ou sedação incompatíveis com essa estrutura precisam de avaliação e referência adequadas.
O cálculo de referência é um aparelho × 12 horas diárias × 26 dias × 60 minutos × 80% ÷ ciclo completo de 60 minutos = 249,6, arredondado para 249 exames por mês. O equivalente anual é 249 × 12 = 2.988. A expressão cerca de 250 pode ser utilizada em síntese, mas a memória de cálculo e a comparação anual mantêm os 249 exames inteiros.
O ciclo de uma hora inclui as etapas que bloqueiam o ambiente, e não apenas a aquisição. A expansão para ciclo de 50 minutos depende de perfil dos exames, protocolos, equipe e aferição local. Instalação, bobinas, programas, manutenção, zonas de segurança, triagem de implantes, controle de acesso, proteção auditiva e resposta a intercorrências precisam ser comprovados. Transporte de pacientes hospitalares ao anexo exige percurso seguro.
Como alocação ilustrativa, o documento reserva 50 exames internos e 199 externos, totalizando 249. A agenda externa utiliza somente o saldo efetivamente disponível. Capacidade de máquina não equivale à capacidade de laudos: interpretação, assinatura, comunicação de achados críticos e entrega dos resultados precisam de equipe e prazo próprios, sem promessa de redução de fila ainda não medida.
9. Exames complementares, laboratório e suporte terapêutico
| Modalidade | Conservador/mês | Referência/mês | Expandido/mês | 12 meses da referência |
|---|---|---|---|---|
| Radiografia | 369 | 998 | 1.768 | 11.976 |
| Ultrassonografia programada | 158 | 264 | 599 | 3.168 |
| Ecocardiograma programado | 82 | 148 | 285 | 1.776 |
| Eletrocardiograma | 448 | 900 | 1.224 | 10.800 |
| Endoscopia e colonoscopia, juntas | 114 | 183 | 312 | 2.196 |
| Laboratório | Sem teto validado | Carga ilustrativa ≈ 21.760 determinações | Sem teto validado | Não é meta de produção |
| Anatomopatológico e suportes variáveis | A dimensionar | Conforme indicação e contrato | A dimensionar | Sem projeção fixa |
Memória de cálculo e premissas
Os exames complementares sustentam o diagnóstico e o tratamento no pronto-socorro, nas enfermarias, nas UTIs e no período perioperatório. A reserva para o hospital deve ser definida antes da agenda externa. Cada linha abaixo pressupõe equipamento ou sala e equipe próprios; se ultrassom e ecocardiograma compartilharem aparelho ou profissional, os minutos das agendas deverão ser conciliados antes de prometer os dois volumes simultaneamente. POCUS na emergência ou na UTI é apoio clínico e não foi somado como exame externo comercializável.
Na referência, a radiografia utiliza 12 horas em 26 dias, ciclo de 15 minutos e fator de 80%, resultando em 998 exames. A ultrassonografia usa oito horas em 22 dias, ciclo de 30 minutos e fator de 75%, resultando em 264. O ecocardiograma considera seis horas em 22 dias, ciclo de 40 minutos e fator de 75%, resultando em 148. O ECG utiliza dez horas em 30 dias, ciclo de 15 minutos e fator de 75%, resultando em 900. São hipóteses locais de ciclo completo, não parâmetros nacionais obrigatórios.
Endoscopia digestiva alta e colonoscopia compartilham uma sala na simulação. Dez horas diárias em 22 dias, fator de 75% e ciclo ponderado de 54 minutos produzem 183 procedimentos mensais no conjunto. O ciclo resulta de 40% de endoscopias com 45 minutos e 60% de colonoscopias com 60 minutos. Não são 183 exames de cada modalidade; o mix real e os arredondamentos precisam ser definidos na agenda. O volume exige comprovação de sala, aparelhos, reprocessamento, equipe de sedação e recuperação endoscópica própria, sem disputar indevidamente a recuperação ou os anestesiologistas do centro cirúrgico.
O laboratório e o apoio anatomopatológico não têm teto técnico demonstrado nesta versão: faltam inventário analítico, equipamentos, capacidade de coleta, horários e produtividade do prestador. O documento apresenta apenas um teste de carga para orçamento: 2.275 pacientes-dia de enfermaria × quatro determinações + 720 pacientes-dia de UTI × dez = 16.300 determinações. Acrescentando quatro determinações em metade dos 1.970 atendimentos do PS sem internação, obtêm-se mais 3.940; três determinações em 30% de 1.689 consultas acrescentam 1.520,1. O resultado é aproximadamente 21.760 determinações mensais, e não capacidade técnica contratada.
Esses coeficientes laboratoriais são artificiais para sensibilidade e cotação: não recomendam painéis diários, pedidos automáticos ou repetição sem indicação. É necessário definir o que será contado como determinação, exame e amostra. A quantidade anatomopatológica não foi estimada sem mix cirúrgico, espécimes, processamento e contrato. Broncoscopia, hemodiálise à beira-leito e hemoterapia também não receberam metas fixas; sua disponibilidade e consumo dependem da necessidade clínica, de profissionais e de suprimentos. Agência transfusional e banco de sangue devem ser conciliados no escopo autorizado, sem presumir autorização de todo o ciclo hemoterápico.
10. Porta de entrada, consultas e percurso cirúrgico regulado
| Atividade de apoio | Referência mensal | Forma de contabilizar |
|---|---|---|
| Primeiros atendimentos no PS | 2.520 | Incluem 550 recebimentos regulados simulados |
| Episódios de observação | 540 | Subconjunto do PS |
| Recebimentos regulados com internação | 550 | 480 clínicos + 70 cirúrgicos de urgência |
| PS sem internação | 1.970 | Saldo de 2.520 menos 550 |
| Consultas no Day Clinic | 1.689 | Atendimentos, não pessoas únicas |
| Avaliação cirúrgica / pré-anestésica / retornos / continuidade | 600 / 350 / 420 / 319 | Distribuição ilustrativa dentro das 1.689 consultas |
Memória de cálculo e premissas
O pronto-socorro deverá receber, avaliar, estabilizar, iniciar exames e tratamento e decidir o destino, sem aguardar uma janela administrativa. Dois postos simultâneos de primeiro atendimento × 24 horas × 30 dias × 2,5 atendimentos por hora × 70% de aproveitamento resultam em 2.520 primeiros atendimentos mensais. A referência de planejamento médico citada no documento não substitui o tempo necessário a cada paciente, e a produtividade de consulta não cobre automaticamente ressuscitação, observação e reavaliações.
As seis posições de observação, com 75% de ocupação e seis horas médias por utilização, comportam 6 × 24 × 30 × 75% ÷ 6 = 540 episódios mensais. São subconjunto dos atendimentos do PS, não 540 pacientes adicionais. Nem todos os 2.520 atendimentos podem permanecer seis horas nessas posições. Pacientes já aceitos para enfermaria, cirurgia ou UTI devem seguir oportunamente ao destino; ressuscitação não aumenta o teto de observação nem o total de leitos hospitalares.
Uma hipótese de origem associa 480 internações clínicas e 70 cirúrgicas de urgência à regulação das unidades de origem: 550 recebimentos mensais, já incluídos nos 2.520 atendimentos de recepção e avaliação. O saldo é de 1.970 episódios do PS sem internação. As 264 internações eletivas têm entrada programada. A proposta de apoiar seis unidades de origem depende de identificação oficial, demanda elegível e pactuação com a SMS; não se repartem automaticamente as 550 vagas em seis parcelas iguais.
O Day Clinic sustenta avaliação cirúrgica, preparo, consulta pré-anestésica, retorno e continuidade após alta. A referência considera quatro consultórios simultâneos × dez horas × 22 dias × 60 × 80% ÷ 25 minutos = 1.689 consultas mensais, equivalentes a 20.268 em doze meses. As dez salas totais não foram convertidas em dez consultórios. A distribuição funcional e os profissionais próprios precisam ser confirmados.
O documento propõe, apenas como composição ilustrativa, 600 consultas de avaliação cirúrgica, 350 pré-anestésicas, 420 retornos cirúrgicos e 319 de continuidade clínica, somando 1.689. A relação de 330 eletivas para 600 avaliações é 55%, e para 350 consultas anestésicas é 94,3%; não são taxas observadas de conversão. Consultas podem incluir retornos ou pacientes operados em outro mês. A diferença nominal de 20 consultas anestésicas não comprova folga suficiente. A validação acompanhará pacientes únicos, indicação, preparo, agendamento, realização e motivos de adiamento.
Profissionais compartilhados com cirurgia, interconsultas, anestesia ou laudos não podem ser contados simultaneamente em duas agendas. O enquadramento municipal de Hospital Dia não decorre do nome Day Clinic. A carteira, a recuperação, o instrumento de registro e o financiamento precisam de definição antes da oferta.

