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Hospital Canaã
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Hospital Canaã · Plano de atividade projetada

Produtividade projetada e plano de trabalho

Receita por setorPainel por setorMetas e resultados reaisComparar números por setor

Estudo de Capacidade Produtiva · Versão 02 · 3 de novembro de 2026

Cenário de referência — programação integrada

A referência institucional é a programação integrada do estudo: 814 internações hospitalares concluídas por mês. Trata-se de projeção de operação estável, não de produção realizada ou meta contratada. A oferta depende de licenciamento, equipes, equipamentos, demanda elegível e pactuação. Enfermarias: 57 leitos clínicos e 35 cirúrgicos, mês de 30 dias e ocupação de 85% para os limites isolados; permanência média de unidade de três dias na clínica e 2,5 dias na cirúrgica. UTI: 30 leitos adultos, ocupação de 80% e média de quatro dias por utilização. Essas médias não impõem prazo individual de alta. Cirurgia eletiva: quatro salas, 12 horas por dia, 26 dias, ciclo de 180 minutos e fator efetivo de 80%; uma quinta sala é reservada às urgências. Tomografia: um aparelho, 16 horas por dia, 30 dias, ciclo de 20 minutos e fator de 75%. Ressonância: um aparelho, 12 horas por dia, 26 dias, ciclo de 60 minutos e fator de 80%. Os cenários conservador e expandido das tabelas são sensibilidades, não a referência adotada.

Linha de produção integradaReferência mensal12 meses equivalentes
Internações clínicas concluídas4805.760
Internações cirúrgicas concluídas3344.008
Internações hospitalares totais8149.768
Cirurgias eletivas3303.960
Cirurgias de urgência70840
Cirurgias totais4004.800
Eletivas com alta no mesmo dia, incluídas nas 40066792
Utilizações de UTI, incluídas nas internações1802.160
Tomografias1.08012.960
Ressonâncias2492.988
Primeiros atendimentos no PS2.52030.240
Consultas no Day Clinic1.68920.268
Pacientes-dia hospitalares2.99535.940

480 internações clínicas + 334 cirúrgicas = 814 internações. As 334 cirúrgicas compreendem 264 eletivas com internação e 70 urgências. Somadas às 66 eletivas com alta no mesmo dia, compõem 400 cirurgias (330 eletivas + 70 urgências). As 180 utilizações de UTI já pertencem às internações; não são novos pacientes a somar. 484 saídas clínicas + 357 cirúrgicas = 841 saídas de unidade como soma de limites isolados. Esse limite não substitui as 814 internações da programação integrada. Exames, consultas, observação e UTI não devem ser somados para obter um total de pacientes únicos. Os valores anuais representam 12 meses equivalentes de operação estável, sem a rampa de abertura.

Plano de trabalho e cronograma

O cronograma da Proposta reúne seis etapas estimadas em 180 dias, com entregas e condições de aprovação. Os prazos dependem de licenças, recursos, equipes e pactuação; não representam uma data garantida de abertura.

Consultar etapas, entregas e prazos
Comparativo de capacidade mensal das enfermarias: limites isolados de 484 saídas clínicas e 357 cirúrgicas, soma de 841 e alertas sobre dupla contagem.
Limites isolados das enfermarias: 841 saídas de unidade. A referência integrada adotada é de 814 internações hospitalares mensais, conforme a síntese acima.

1 Síntese executiva

O Instituto de Ciências Médicas Canaã propõe organizar o Hospital Canaã como retaguarda hospitalar adulta da rede municipal, com prioridade para condições clínicas e cirúrgicas de baixa e média complexidade, diagnóstico oportuno e continuidade do cuidado. A proposta combina 92 leitos de enfermaria, 30 leitos de UTI adulto, cinco salas cirúrgicas, pronto-socorro e serviços diagnósticos. A oferta de cada recurso depende de implantação, licenciamento, equipe e pactuação assistencial. 

O cenário de referência deste estudo permite planejar aproximadamente 814 internações concluídas e 400 cirurgias por mês. As 400 cirurgias incluem 334 pacientes com internação e 66 procedimentos com alta no mesmo dia. Os pacientes que utilizam UTI pertencem às mesmas internações e não são somados novamente. Essa simulação utiliza quatro salas programadas por 12 horas em 26 dias mensais e uma quinta sala reservada para urgências, além das premissas assistenciais detalhadas nos capítulos seguintes.

O mesmo cenário estima 249 ressonâncias, 1.080 tomografias e 1.689 consultas ambulatoriais realizadas por mês. Esses volumes são hipóteses de programação, calculadas com ciclos completos e disponibilidade efetiva. Não representam produção existente, demanda assegurada, metas aprovadas pela SMS ou demonstração de equilíbrio econômico.

Estrutura assistencial planejada do Hospital Canaã: 57 leitos clínicos, 35 cirúrgicos e 30 de UTI adulto em três unidades; cinco salas cirúrgicas; Day Clinic com dez salas; pronto-socorro com dois consultórios, seis posições de observação e duas de ressuscitação. Imagens ilustrativas e configuração sujeita à validação técnica.
ComponenteCenário mensal de referênciaForma correta de interpretar
Internações clínicas concluídas480Episódios hospitalares clínicos, incluindo os que utilizam UTI
Internações cirúrgicas concluídas334264 eletivas e 70 de urgência
Total de internações concluídas814480 clínicas mais 334 cirúrgicas
Cirurgias realizadas400330 eletivas e 70 de urgência; já incluídas nas internações ou na cirurgia de alta no dia
Cirurgias com alta no mesmo dia66Subconjunto das 330 eletivas, condicionado à recuperação e à elegibilidade
Utilizações de UTI180Episódios de unidade, dentro das 814 internações; 720 pacientes-dia
Primeiros atendimentos no PS2.520Incluem a recepção dos encaminhados e os pacientes que serão internados
Ressonâncias magnéticas249Um aparelho de 1,5 T, sem sedação na programação inicial
Tomografias1.080Total de exames hospitalares e ambulatoriais, com prioridade à urgência
Consultas no Day Clinic1.689Quatro consultórios simultâneos como hipótese de distribuição das dez salas

As condições decisivas para a proposta à Prefeitura são a comprovação física e operacional dos recursos, a identificação das seis UPAs de origem pretendidas, a compatibilidade entre o perfil dos pacientes e as referências disponíveis e o orçamento por centro de custos. A produção estimada demonstra uma possibilidade aritmética de programação. A viabilidade econômica ainda exige custos, preços ou repasses contratuais e demanda elegível comprovada.

2 Base documental e configuração do hospital

Estrutura adotada

A base de cálculo é a configuração de projeto apresentada no site e consolidada pelo proponente: 122 leitos hospitalares, compostos por 57 clínicos, 35 cirúrgicos e 30 de UTI adulto, além de cinco salas cirúrgicas. As posições de observação e ressuscitação do PS são auxiliares e não aumentam esse total. 

3 Território de origem e regulação municipal

O Hospital Canaã está na Consolação, região central de São Paulo. A divisão administrativa municipal não define as unidades que poderão encaminhar pacientes.

O mapa reúne quatro UPAs, uma AMA e um pronto-socorro de diferentes regiões. Esses pontos são ilustrativos: não correspondem às seis UPAs da zona sul propostas como origem dos encaminhamentos.

A UPA Vergueiro pertence à Coordenadoria Regional de Saúde Norte; Vila Mariana e Jabaquara, à Sudeste. Localização geográfica e vínculo administrativo são distintos.

A unidade da Avenida Comendador Santana, 774, está cadastrada como AMA Capão Redondo e não deve ser apresentada como UPA sem confirmação oficial.

A proposta prevê apoiar seis UPAs da zona sul, a serem definidas com a Secretaria Municipal da Saúde. A pactuação deverá registrar identificação oficial, território, perfil dos pacientes, demanda elegível e transporte. Proximidade não autoriza transferências.

Conexões com outras regiões dependerão do deslocamento, transporte, gravidade e demanda. Os encaminhamentos seguirão os critérios pactuados com a Secretaria e seu Complexo Regulador, sem distribuição automática de vagas.

Fluxo proposto

No modelo proposto, o Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hospital Canaã informará à regulação do município, em tempo real, o número de vagas disponíveis nas enfermarias e na UTI adulto, apresentado separadamente por tipo de leito.

A disponibilidade será atualizada a cada mudança na ocupação ou na liberação dos leitos, para que a regulação municipal acompanhe as vagas efetivamente disponíveis e organize os encaminhamentos conforme a necessidade clínica de cada paciente. Essa comunicação integrará o fluxo assistencial a ser pactuado com o município.

4 Método de cálculo e cenários

Este estudo separa quatro conceitos: estrutura planejada, capacidade aritmética de um recurso, produção integrada possível e produção efetivamente contratável. A estrutura é a base física descrita; a capacidade resulta de horas, ciclos e disponibilidade; a produção integrada respeita os recursos compartilhados; a oferta contratual depende também de demanda, equipe, orçamento, licenças e regulação.

Para leitos, a capacidade mensal aproximada de saídas de uma unidade é o produto de leitos operacionais, dias do mês e ocupação, dividido pela permanência média naquela unidade. Para exames, consultas e salas cirúrgicas, o cálculo multiplica recursos simultâneos, horas diárias, dias de operação e 60, aplica um fator efetivo e divide pelo ciclo médio em minutos. Essas relações apoiam programação em regime estável; o censo diário continua necessário para medir a operação real. 

O ciclo de sala inclui ocupação pelo procedimento, preparo que bloqueia o ambiente, anestesia quando aplicável, saída e renovação da sala. Atividades paralelas podem reduzir o tempo bloqueado, mas sua existência precisa ser comprovada. Tempo de aquisição de imagem, tempo total do paciente e tempo até o laudo são medidas distintas. O referencial da Ebserh é útil para a comparação, não constitui obrigação de produtividade do Canaã. 

O fator efetivo é uma hipótese agregada para tempo programado que não se converte em ciclo concluído por ociosidade, indisponibilidade, interrupções, faltas ou cancelamentos. Não será aplicado novamente um desconto genérico de absenteísmo sobre um resultado que já o incorpora. Para cada setor, a implantação deverá substituir esse fator agregado por perdas medidas, sem contá-las duas vezes.

CenárioFinalidadeInterpretação
ConservadorOperação com agenda e utilização menoresFaixa de teste e sensibilidade; não é cronograma aprovado de abertura
ReferênciaProgramação intermediária detalhada neste estudoHipótese para negociar mix, equipe e custos
ExpandidoMaior agenda e melhor aproveitamentoExige comprovação dos recursos e dos limites de segurança

As ocupações de 75%, 85% ou 90% das enfermarias e de 70%, 80% ou 85% das UTIs são parâmetros de simulação, não limites legais universais nem garantias de segurança. O cenário expandido não é recomendação para manter ocupação de 90% numa rede de urgência sem análise de picos e bloqueios.

Adota-se mês hospitalar de trinta dias. Serviços programados usam 22, 26 ou 30 dias conforme a tabela específica. Os valores anuais representam doze meses equivalentes da agenda mensal, sem rampa de implantação; não são projeções do primeiro ano civil nem cálculos baseados em 365 dias. Resultados de capacidade com frações são arredondados para baixo.

5 Enfermarias clínicas e cirúrgicas

Os 92 leitos devem ser contabilizados como operacionais apenas quando houver ambiente liberado, equipe, equipamento, material e possibilidade real de receber o paciente. Isolamentos, interdições, manutenção ou falta de pessoal podem diminuir essa base. O censo deve distinguir leitos existentes, operacionais, bloqueados, ocupados e disponíveis. 

Unidade e hipóteseConservadorReferênciaExpandido
Leitos clínicos575757
Ocupação clínica simulada75%85%90%
Permanência média clínica na enfermaria3,5 dias3 dias2,5 dias
Limite aritmético de saídas clínicas366484615
Leitos cirúrgicos353535
Ocupação cirúrgica simulada75%85%90%
Permanência média cirúrgica na enfermaria3 dias2,5 dias2 dias
Limite aritmético de saídas cirúrgicas262357472

Os resultados acima são limites isolados de unidade. Uma transferência da enfermaria à UTI ou entre especialidades não representa saída hospitalar. O relatório de produção deve separar saídas da unidade de altas, óbitos e transferências externas que encerram o episódio hospitalar.

Na programação integrada de referência, usam-se 480 episódios clínicos com consumo médio de três dias de enfermaria e 334 cirúrgicos com consumo médio de 2,5 dias. Isso corresponde a 1.440 pacientes-dia clínicos e 835 cirúrgicos, com ocupação aproximada de 84,2% e 79,5%, respectivamente. O consumo de UTI é acrescentado em pacientes-dia, sem acrescentar novas internações ao total.

Uma sensibilidade mostra a importância da permanência evitável: mantendo 57 leitos clínicos e 85% de ocupação, passar de quatro para três dias de enfermaria eleva o limite aritmético de aproximadamente 363 para 484 saídas mensais. Esse ganho só pode ser considerado se a alta for clinicamente segura, houver continuidade e a redução não vier acompanhada de mais eventos adversos ou reinternações.

As 35 vagas cirúrgicas não devem ser preenchidas com internações pré-operatórias desnecessárias para elevar ocupação. O pré-operatório ambulatorial, o mapa confirmado e a admissão no momento adequado preservam leitos para recuperação e urgências. A eventual flexibilização clínica e cirúrgica precisa de regras de isolamento, equipe e censo; não foi utilizada para ampliar os números deste estudo.

6 Terapia intensiva adulta

O cálculo preserva três UTIs independentes de dez leitos. A nomenclatura Tipo II ou III é a pretendida no projeto e não comprova habilitação. Os requisitos sanitários de funcionamento e dimensionamento multiprofissional devem ser validados para cada unidade, considerando a RDC 7/2010 e alterações aplicáveis, incluindo a RDC 137/2017. 

Hipótese de utilizaçãoConservadorReferênciaExpandido
Leitos operacionais considerados303030
Ocupação simulada70%80%85%
Pacientes-dia mensais630720765
Permanência média na UTI5 dias4 dias3,5 dias
Episódios de utilização da UTI126180218

No cenário de referência, os 180 episódios de utilização correspondem a 150 pertencentes à coorte clínica e 30 à coorte cirúrgica. É uma distribuição de carga de trabalho, não estimativa epidemiológica validada. O modelo não prevê mortalidade, benefício terapêutico nem proporção observada de pacientes críticos nas UPAs.

As três unidades devem ser dimensionadas separadamente para plantonistas, rotineiros, enfermagem, fisioterapia e demais apoios. A cobertura de um plantonista para cada unidade de dez leitos representa três postos simultâneos e 2.160 horas médicas de plantão num mês de trinta dias; esse cálculo não inclui todas as funções médicas nem as coberturas de ausência. Não equivale a quadro completo de pessoal.

A saída da UTI exige condição clínica, vaga compatível, transmissão de informações e equipe receptora. Deve ser monitorado o tempo entre aptidão para transferência e chegada à enfermaria. Não se presume que todo paciente de UTI terá somente quatro dias de cuidado intensivo ou que a disponibilidade de trinta leitos eliminará a espera na rede.

Os 30 leitos de UTI representam aproximadamente 24,6% dos 122 leitos hospitalares planejados. Essa proporção exige atenção econômica: manter capacidade intensiva disponível tem custo elevado mesmo com predomínio de procedimentos de média complexidade. A abertura por módulos de dez poderá ser estudada na implantação, preservando o projeto total, conforme necessidade comprovada e equipes completas.

7 Pronto socorro e observação

O PS é parte da linha de cuidado resolutiva: receber, avaliar, estabilizar, iniciar exames e tratamento e definir o destino. Para o cálculo de primeiros atendimentos, adotam-se dois consultórios com médicos disponíveis, funcionamento contínuo e diferentes aproveitamentos. Pacientes graves, reavaliações e observação consomem equipe própria e não estão automaticamente cobertos pela produtividade de consultas. 

Hipótese do primeiro atendimentoConservadorReferênciaExpandido
Consultórios simultâneos222
Horas por dia e dias por mês24 e 3024 e 3024 e 30
Atendimentos por hora de médico22,53
Fator efetivo65%70%75%
Primeiros atendimentos por mês1.8722.5203.240

A referência de até três pacientes por hora de médico no primeiro atendimento procede da Resolução CFM 2.077/2014 e tem finalidade de planejamento da equipe, com exclusões próprias para ressuscitação e observação. Não é uma obrigação de atender exatamente esse número nem autoriza restringir o tempo necessário a cada caso. 

8 Centro cirúrgico e recuperação

Capacidade programada das salas

Hipótese cirúrgicaConservadorReferênciaExpandido
Salas programadas444
Horas por sala por dia81212
Dias programados por mês222630
Ciclo completo médio210 min180 min150 min
Fator efetivo de utilização65%80%85%
Limite de cirurgias eletivas pelas salas130332489
Urgências utilizadas na simulação4070100
Soma antes do limite de enfermaria170402589
Limite após conciliação com a enfermaria170402565

Os volumes de urgência de 40, 70 e 100 são hipóteses de demanda, não resultados de uma divisão das 24 horas da sala reservada por um tempo cirúrgico. Para os 70 casos de referência, um ciclo ilustrativo de três horas consome 210 das 720 horas mensais dessa sala. A folga existe para variação, casos simultâneos e intercorrências; não deve ser vendida integralmente como agenda eletiva.

O cenário de referência programa 330 eletivas, ligeiramente abaixo do limite de 332, e 70 urgências: 400 cirurgias mensais, equivalentes a 4.800 em doze meses da mesma agenda. O tempo de 180 minutos é uma hipótese de ciclo completo. O manual da Ebserh informa tempos de intervenção diferentes segundo procedimento, incluindo cerca de duas horas para colecistectomia por vídeo e duas horas e meia para hérnia inguinal; esses tempos não incluem automaticamente todo o ciclo de sala. 

Uma agenda de quatro salas por dez horas em 22 dias, com o mesmo ciclo de 180 minutos e fator de 80%, suportaria apenas 234 eletivas. Acrescidas de 70 urgências simuladas, seriam cerca de 304 cirurgias. Portanto, a oferta de aproximadamente 400 depende expressamente da agenda ampliada de 12 horas em 26 dias e da equipe correspondente.

Relação com a enfermaria

Adota-se, para simulação, alta no mesmo dia em 20% das eletivas, sem consumo de diária de enfermaria no modelo de recursos. As demais 80% e todas as urgências usam leitos cirúrgicos. No cenário expandido, 489 eletivas mais 100 urgências exigiriam cerca de 491 internações cirúrgicas, acima das 472 suportadas por 35 leitos com 90% de ocupação e permanência de dois dias. O ajuste para 465 eletivas e 100 urgências resulta em 472 internações e limita a produção a 565 cirurgias. O gargalo passa a ser a enfermaria.

O tratamento administrativo ou de faturamento da cirurgia com alta no dia deverá seguir o enquadramento autorizado, inclusive eventual AIH. A separação aqui serve para contabilizar recursos e impedir duplicações; não define o instrumento de registro no SUS. 

9 Ressonância magnética

A ressonância de 1,5 T integra o projeto do Day Clinic anexo. O planejamento inicial descrito no site é de exames sem sedação. O número de salas totais do anexo não aumenta o número de aparelhos: utiliza-se uma máquina no cálculo. 

Hipótese para uma RMConservadorReferênciaExpandido
Horas diárias programadas81216
Dias de agenda por mês222626
Ciclo completo médio60 min60 min50 min
Fator efetivo70%80%85%
Exames concluídos por mês123249424
Equivalente em doze meses1.4762.9885.088

10 Ambulatório e Day Clinic

Hipótese ambulatorialConservadorReferênciaExpandido
Consultórios simultâneos345
Horas por dia81012
Dias de agenda por mês222226
Ciclo médio de consulta30 min25 min20 min
Fator de realização efetiva70%80%85%
Consultas realizadas por mês7391.6893.978

No cenário de referência, o resultado pode ser apresentado como cerca de 1.700 consultas mensais. São atendimentos, não pessoas únicas: o mesmo paciente pode realizar avaliação cirúrgica, anestésica e retorno. O relatório deve identificar primeira consulta, pré-operatório, retorno e consulta após internação, com vínculo ao episódio de origem quando pertinente.

Uma distribuição apenas ilustrativa das 1.689 consultas reserva 600 para triagem e avaliação cirúrgica, 350 para avaliação pré-anestésica, 420 para retornos cirúrgicos e 319 para continuidade clínica após a alta. Essa composição demonstra possibilidade de agenda; não impõe conversão de consultas em cirurgias nem garante consultas à rede antes de pactuação. Deve ser revista com o número real de pacientes, necessidade de retorno e equipe de cada especialidade.

11 Diagnóstico complementar e apoio terapêutico

O centro diagnóstico deve atender primeiro a demanda hospitalar clinicamente indicada e reservar uma agenda externa regulada compatível com o saldo disponível. Uma tomografia ou radiografia feita durante a internação é um exame, mas não um novo paciente hospitalar nem receita adicional automática. A mesma distinção vale para exames solicitados no PS e para procedimentos terapêuticos.

Capacidade de imagem e cardiologia diagnóstica

Serviço por um equipamento ou salaConservadorReferênciaExpandido
TC de 128 canais6041.0801.920
Radiografia3699981.768
Ultrassonografia diagnóstica programada158264599
Ecocardiograma programado82148285
Eletrocardiograma4489001.224

As premissas completas estão no Anexo A. Para a TC, as horas produtivas programadas são 12, 16 e 20 por dia, mantendo a proposta de acesso à urgência durante as 24 horas. A capacidade de referência de 1.080 exames resulta de 16 horas por dia, trinta dias, ciclo completo de vinte minutos e fator efetivo de 75%. A velocidade de aquisição do equipamento não corresponde à velocidade do atendimento de todo o paciente.

Para radiografia, usa-se ciclo de quinze minutos no cenário de referência; para ultrassom, trinta minutos. Os tempos de máquina do levantamento da Ebserh ajudam a situar a programação, mas os ciclos aqui propostos incluem etapas locais e permanecem sujeitos a aferição. Os tempos de ecocardiograma e ECG são hipóteses deste estudo, não parâmetros nacionais obrigatórios. 

O cálculo presume uma sala ou equipamento para cada linha e equipes compatíveis. Ultrassom e ecocardiograma só podem ser ofertados simultaneamente se dispuserem de aparelho, sala e profissional próprios. Se compartilharem recursos, somam-se os minutos das duas agendas antes de calcular o volume. POCUS no PS ou na UTI é apoio clínico e não foi somado como exame diagnóstico externo comercializável.

Endoscopia e colonoscopia

Considera-se uma sala própria de procedimento, com agenda conjunta de endoscopia digestiva alta e colonoscopia. Na referência, são dez horas por dia em 22 dias, fator de 75% e ciclo médio ponderado de 54 minutos: 40% de endoscopias com ciclo de 45 minutos e 60% de colonoscopias com ciclo de sessenta minutos. O resultado é 183 procedimentos mensais no conjunto, não 183 de cada modalidade.

Programação conjuntaConservadorReferênciaExpandido
Horas por dia e dias por mês8 e 2210 e 2212 e 26
Ciclo médio conjunto60 min54 min48 min
Fator efetivo65%75%80%
Procedimentos totais por mês114183312

A sala, os aparelhos, o reprocessamento e a recuperação própria ainda precisam ser comprovados. A premissa é manter recuperação endoscópica independente das seis posições de RPA do centro cirúrgico. Se essa premissa não se confirmar, o modelo deverá ser recalculado com os recursos compartilhados antes de pactuar oferta simultânea.

A RDC 6/2013 prevê recuperação apropriada nos serviços de endoscopia tipos II e III e proíbe recuperação após sedação ou anestesia não tópica fora da sala de recuperação. As dimensões devem ser compatíveis com pacientes e procedimentos. A equipe de sedação e monitorização deverá observar as funções previstas na norma.

As horas de anestesia precisam ser próprias ou conciliadas com o mapa cirúrgico, respeitada a vedação de atendimento anestésico simultâneo pelo mesmo profissional. O volume conjunto de 183 procedimentos não pode ser contratado adicionalmente às 400 cirurgias sem comprovação de equipe, recuperação e processamento compatíveis.

Laboratório

O site prevê laboratório e apoio anatomopatológico, mas não fornece inventário analítico, número de equipamentos, produtividade técnica, capacidade de coleta e horários de cada modalidade. Portanto, não é possível afirmar um teto técnico de exames laboratoriais. A ausência desses dados não deve ser substituída por uma promessa de dezenas de milhares de exames mensais.

É possível simular uma carga de trabalho para solicitar proposta do laboratório. No cenário integrado, 2.275 pacientes-dia de enfermaria e 720 de UTI são as bases de consumo. Aplicando, apenas como teste de sensibilidade, quatro determinações por dia de enfermaria e dez por dia de UTI, obtêm-se 16.300 determinações. Acrescentar quatro determinações em metade dos 1.970 atendimentos do PS sem internação e três em 30% das 1.689 consultas produz aproximadamente 21.760 determinações mensais.

Esses coeficientes são artificiais e servem ao orçamento e à avaliação da capacidade do prestador. Não recomendam painéis diários ou exames de rotina. “Determinação” deve ter definição consistente: um hemograma, seus componentes e uma amostra não podem ser usados indistintamente como a mesma unidade de produção. A solicitação e a repetição de exames dependerão de indicação clínica.

12 Disponibilidade para exames externos

Exame na referênciaTotal simuladoReserva interna ilustrativaSaldo possível para agenda externa
Ressonância24950199
Tomografia1.080650430
Radiografia998700298
Ultrassonografia26418084
Ecocardiograma14812028

As reservas internas desta tabela são exemplos de alocação, sem validação de demanda. A soma de exames internos e externos precisa permanecer dentro da capacidade de cada linha. Os saldos não equivalem a vagas já autorizadas e devem ser reduzidos quando a urgência exigir mais recursos. O estoque de exames pendentes e o tempo até o laudo também precisam ser limitados.

O valor econômico não pode ser calculado somando um “ticket de internação”, a cirurgia, as diárias de UTI e cada exame sem verificar a composição do contrato. Esses itens podem ser recursos de um mesmo episódio ou componentes já incluídos no financiamento pactuado.

13 Acelera SUS e Passaporte de Saúde

O Acelera SUS Paulistano Emergência é o programa estratégico do projeto. Sua execução no PS, pelo modelo Ação SUS Paulistano Emergência, deve organizar avaliação, diagnóstico e tratamento precoces, com autonomia clínica, protocolos, apoio especializado e resolução de pendências. A assistência urgente começa de acordo com a gravidade, sem aguardar internação ou uma janela administrativa. A tecnologia deverá mostrar o que falta, quem deve agir e há quanto tempo o paciente aguarda. 

Os horizontes de 48, 60 ou 72 horas presentes nos materiais institucionais devem ser harmonizados como marcos de acompanhamento da jornada, com definição de início, responsável e conduta diante de pendências. A leitura de origem e os pontos de padronização permanecem no Anexo D. Nenhuma dessas janelas representa prazo obrigatório de alta ou base automática para calcular permanência.

Até a padronização institucional, a recomendação é usar marcos de acompanhamento de diagnóstico, conduta, barreiras e transição, com prioridade proporcional ao risco. As permanências de três dias de enfermaria clínica, 2,5 dias cirúrgicos e quatro dias de UTI são apenas hipóteses quantitativas de consumo. São independentes de uma obrigação de alta no prazo das fases.

Alta e continuidade

O Passaporte deve ser preparado durante a internação, com sumário validado, conciliação medicamentosa, alergias, exames e pendências, orientação compreendida, responsável pelos resultados posteriores e encaminhamento à rede. O cirurgião mantém titularidade nominal e responsabilidade pela alta cirúrgica; o hospitalista realiza cogestão e pode prescrever conforme atribuições formalizadas. A transferência de titularidade exige justificativa, aceite e registro. 

O modelo de informação do Sumário de Alta na RNDS foi instituído pela Portaria GM/MS 8.026/2025. O projeto deverá mapear seus campos e os requisitos técnicos publicados no guia da RNDS, com credenciamento e homologação próprios. Alinhamento ao SUS Digital, conformidade com FHIR e aprovação editorial do manual não comprovam conexão produtiva autorizada. 

O prontuário hospitalar permanece a fonte oficial. O Passaporte apresenta documentos e informações pertinentes ao cuidado, preservando autoria e versão. Devem existir autenticação, acesso por perfil, rastreabilidade, proteção de dados e alternativa impressa ou assistida. A base jurídica do compartilhamento deve ser definida para cada finalidade, considerando os dados de saúde como sensíveis. 

A inteligência artificial poderá apoiar resumo, organização de pendências e alertas após validação e supervisão. Não foi acrescentado ganho percentual de produtividade ou redução de reinternações atribuída à IA. Esses efeitos deverão ser medidos na operação. Nenhum alerta pode substituir a comunicação clínica necessária, e o resultado crítico precisa de responsável e fechamento documentado.