Rua Antônio Carlos, 122
Hospital Canaã
Rua Antônio Carlos, 122 · Consolação · São Paulo/SP · a 350 m da Av. PaulistaSite do Instituto de Ciências Médicas Canaã
Início

Programa do Instituto de Ciências Médicas Canaã

Acelera SUS Paulistano Emergência

Retaguarda hospitalar adulta, decisão oportuna e continuidade do cuidado na rede pública.

Hospital Canaã — Acelera SUS Paulistano Emergência
Proposta institucional · em desenvolvimento Documento original

Da urgência à resolução, com segurança.

O Instituto de Ciências Médicas Canaã propõe organizar uma resposta hospitalar coordenada às necessidades da rede de urgência. O Hospital Canaã será a retaguarda inicial planejada: receber encaminhamentos regulados, investigar e tratar com oportunidade, disponibilizar o recurso adequado e preparar a continuidade do cuidado.

Acelera SUS Paulistano Emergência é o nome adotado nesta apresentação institucional para a proposta descrita no manual como ‘Acelerar SUS Paulista’. A página e o documento se referem ao mesmo projeto; o título original do manual foi preservado.

Ilustração do programa Acelera SUS Paulistano Emergência do Hospital Canaã, com equipe assistencial, jornada de cuidado e Passaporte Digital SUS Paulistano
Imagem ilustrativa do projeto · apresentação do programa.

Proposta institucional em desenvolvimento. Capacidade, serviços e integrações dependem de licenciamento, contratação, pactuação com o gestor e ativação operacional. O programa não é apresentado como iniciativa governamental oficial nem como serviço já implantado.

01.O tempo entre as etapas também é cuidado

Entre o primeiro atendimento e a resolução, o paciente pode permanecer aguardando uma vaga, transporte, exame, avaliação especializada ou procedimento. Essas esperas podem sobrecarregar as portas de urgência e fragmentar o cuidado. A proposta enfrenta os atrasos evitáveis com fluxos coordenados, decisões explícitas e responsabilidades compartilhadas — sem deslocar riscos para outra unidade.

Agir sobre o tempo que se perde entre as etapas do cuidado, preservando o tempo que cada paciente precisa para se recuperar.

02.Três componentes. Uma jornada integrada.

Inteligência da Rede

Articular demanda, solicitações e oferta real por cooperação formal. A regulação pública determina prioridades e autoriza encaminhamentos; o hospital informa recursos e critérios de aceitação.

Modelo Ação SUS Emergência

Iniciar investigação e tratamento no pronto-socorro, conforme gravidade e protocolos. Coordenar exames, interconsultas e decisões sobre enfermaria, UTI, cirurgia, transferência ou alta segura.

Passaporte Digital SUS Paulistano

Organizar diagnósticos, tratamentos, exames, receitas, sinais de alerta e seguimento na saída. O compartilhamento depende de autorização e integração; haverá alternativa impressa ou acessível sem internet.

03.A jornada completa do paciente

  1. 1

    Unidade de origem

    Estabiliza, identifica a necessidade hospitalar e registra gravidade, exames, tratamentos e riscos de transporte.

  2. 2

    Regulação pública

    Qualifica a solicitação, define prioridade e formaliza o destino conforme perfil clínico e disponibilidade efetiva.

  3. 3

    Recepção no Canaã

    Confere recursos, recebe a passagem do cuidado, reavalia o risco e reconcilia as prescrições.

  4. 4

    Diagnóstico e tratamento

    Coordena investigação, terapia e especialistas, com decisões registradas e responsáveis pelas pendências.

  5. 5

    Destino assistencial

    Define enfermaria, UTI ou cirurgia; encaminha a outra referência quando o recurso necessário não estiver disponível.

  6. 6

    Continuidade do cuidado

    Realiza alta segura e orientada, transferência regulada ou manutenção da internação pelo tempo necessário.

Vagas reais, informadas à regulação

O Núcleo Interno de Regulação (NIR) propõe informar em tempo real à regulação municipal, separadamente, as vagas de enfermaria e de UTI adulto efetivamente disponíveis. A central interna não substitui a autoridade reguladora e não anunciará como disponível leito interditado, sem equipe ou sem os recursos necessários.

04.Tempo como ferramenta de cuidado

Tempo como ferramenta de cuidado: estabilizar e agir em 0–12 horas, reavaliar e decidir em 12–24 horas, resolver com segurança em 48–60 horas e acompanhar a continuidade até 72 horas; urgências exigem resposta imediata
Imagem ilustrativa do projeto · marcos de tempo do cuidado, sem alta obrigatória.

0–12 horas

Estabilizar e agir

Reconhecer gravidade, investigar e iniciar o tratamento prioritário. Sepse, choque e deterioração exigem resposta imediata.

12–24 horas

Reavaliar e decidir

Rever hipóteses, interpretar exames, coordenar especialistas e ajustar o plano terapêutico, nutricional e de continuidade.

48–60 horas

Resolver com segurança

Horizonte gerencial para reduzir atrasos evitáveis nos casos elegíveis, acompanhando resposta ao tratamento e destino adequado.

Até 72 horas

Acompanhar a continuidade

Reavaliar conforme os protocolos específicos, documentar pendências e preparar alta, transferência ou permanência indicada.

Os marcos são referências de organização, não classificação de risco nem prazos obrigatórios de alta. Urgências exigem resposta imediata. A internação deverá continuar pelo tempo clinicamente necessário, com motivo, plano e responsável registrados.

Ilustração da jornada completa do paciente: unidade de origem, regulação pública, recepção no Canaã, diagnóstico e tratamento, destino assistencial e continuidade do cuidado, com informação das vagas de enfermaria e UTI adulto à regulação
Imagem ilustrativa do projeto · jornada do paciente e regulação pública.

05.A retaguarda hospitalar planejada

122 Leitos no total

capacidade adulta planejada

57

leitos clínicos

35

leitos cirúrgicos

30 Leitos de UTI adulto

3 unidades · 10 leitos cada

A estrutura física é uma referência de planejamento. A oferta operacional dependerá de licença, equipe, equipamentos, suprimentos, isolamento quando indicado e suporte diagnóstico assegurados. A ativação dos leitos será progressiva e documentada.

UTI adulta e centro cirúrgico

UTI 1: 10 leitos — Tipo III (alta complexidade) UTI 2: 10 leitos — Tipo II UTI 3: 10 leitos — Tipo II Classificação prevista no projeto assistencial.

5 Salas cirúrgicas

Classificações de UTI pretendidas; habilitação depende de conformidade e ato competente. A programação cirúrgica dependerá de equipes, materiais, anestesia e retaguarda segura.

Diagnóstico e pronto-socorro

Tomografia de 128 canais, raio-X, ultrassom, ecocardiografia, endoscopia e apoio laboratorial integram o planejamento diagnóstico. Horários, cobertura especializada e serviços efetivamente ofertados dependerão de validação. O Day Clinic previsto apoiará avaliações e seguimento, conforme pactuação e implantação.

2 consultórios médicos 2 salas de observação com 3 leitos cada (6 leitos) 1 sala de ressuscitação com 2 leitos 1 sala de ultrassom 1 farmácia satélite compacta

Observação e ressuscitação não se somam aos 122 leitos hospitalares.

A carteira inicial é adulta, sem maternidade, neonatologia ou pediatria. O aceite dependerá de indicação hospitalar, estabilidade para transporte, especialidade, isolamento e suporte disponíveis. Casos que exijam recursos não instalados ou não habilitados terão referência e transporte regulados, sem promessa de atendimento indisponível.

06.Como o hospital pretende fazer acontecer

07.Saúde digital com responsabilidade

O projeto prevê prontuário, prescrições, exames, imagens, gestão de leitos e indicadores conectados para acompanhar a jornada. Trocas externas e eventual integração com a RNDS dependem de base legal, autorização, arquitetura técnica e homologação. A intenção de integrar não significa integração já implantada.

IA apoia. O profissional decide.

A inteligência artificial poderá apoiar alertas, resumos e organização assistencial após validação técnica e clínica, avaliação de vieses e monitoramento. Diagnóstico, prescrição, regulação e alta continuarão sob responsabilidade dos profissionais habilitados; nenhuma dessas decisões será autônoma da IA.

Privacidade, acesso e contingência

Controle de acesso, registros de auditoria, proteção de dados, gestão de incidentes e planos de contingência deverão integrar a implantação. A comunicação será acessível também a idosos, pessoas com deficiência e pacientes sem internet. Informação clínica sensível deverá circular por canais institucionais seguros e auditáveis.

08.Governança e responsabilidades

Direções técnica e clínica, enfermagem, NIR, qualidade, segurança do paciente, financeiro e TI deverão compor o núcleo de acompanhamento. O modelo propõe reunião operacional diária, análise semanal de desempenho e governança mensal com participação do gestor público quando pactuada.

A regulação pública decide o acesso conforme sua competência. A direção técnica responde pelos recursos e pela segurança; chefias organizam os setores; cirurgião e hospitalista exercem atribuições formalizadas. Cada plano de melhoria terá responsável, prazo, evidência e supervisão.

Diariamente
Operação e pendências assistenciais
Semanalmente
Desempenho e planos de melhoria
Mensalmente
Governança e diálogo com o gestor

09.O que será medido

Os indicadores abaixo são previstos, não resultados atuais. Cada medida exige definição, fonte, responsável, período, denominador e auditoria. Sem linha de base da rede, não será anunciada redução percentual de espera; a publicação ocorrerá apenas com dados agregados e verificáveis.

Indicadores previstos para o programa institucional
Indicador previstoDefiniçãoFonte previstaFinalidade
Solicitação → aceiteTempo até o aceite formal, com exclusões justificadas.Regulação e registros hospitalaresIdentificar barreiras de acesso.
Aceite → chegadaTempo de transferência por origem e prioridade.Regulação e transporteAcompanhar o deslocamento seguro.
Chegada → decisãoTempo até o destino clínico registrado, por gravidade.Prontuário eletrônicoLocalizar atrasos de investigação e decisão.
Decisão → leitoTempo até a acomodação, separando UTI e enfermaria.Censo e gestão de leitosAvaliar a resposta da retaguarda.
PermanênciaTempo na origem e no hospital, por perfil e gravidade.Dados autorizados da rede e prontuárioComparar com a linha de base, sem impor alta.
Cancelamento cirúrgicoCancelamentos sobre procedimentos programados e motivos.Agenda do centro cirúrgicoMelhorar prontidão e programação.
Segurança assistencialEventos adversos, infecções e transferências não planejadas à UTI.Segurança do paciente e prontuárioEquilibrar produtividade com qualidade.
Reinternações em 7/30 diasRetornos com vinculação confiável e análise do perfil clínico.Prontuário e dados autorizados da redeAvaliar continuidade e segurança da alta.
Alta com Passaporte Digital SUS PaulistanoAltas elegíveis com informações mínimas e entrega confirmada.Auditoria de altasVerificar orientação e seguimento.
Experiência e privacidadeSatisfação, resolução de reclamações e incidentes de dados.Ouvidoria e segurança da informaçãoAcompanhar acolhimento e proteção.
Proposto
Descrito no planejamento
Validado
Aprovado com evidências
Implantado
Ativado com segurança
Aferido
Resultado medido e auditado

10.Implantação responsável em 180 dias

O manual propõe 180 dias de preparação e implantação progressiva. Os intervalos representam etapas condicionadas a aprovações, não uma data garantida de abertura. Licenças, pactuação territorial, recursos e testes de segurança precedem a admissão de pacientes.

  1. Dias 0–30

    Conformidade e diagnóstico

    Inventário físico, escopo assistencial, responsável técnico, avaliação sanitária, riscos prediais e contratos críticos.

    Validar escopo, planta e orçamento.

  2. Dias 31–60

    Protocolos e organização

    Protocolos prioritários, gestão de leitos, projeto de prontuário, arquitetura de dados e aquisições assistenciais.

    Aprovar protocolos e riscos.

  3. Dias 61–90

    Equipes e rede

    Escalas, retaguarda especializada, fluxos regulatórios, esterilização, laboratório, imagem e suprimentos.

    Simular a prontidão de cada setor.

  4. Dias 91–120

    Treinar e simular

    Simulações de emergência, transferência, cirurgia segura, falhas de energia e sistemas e incidentes de privacidade.

    Registrar testes e corrigir não conformidades.

  5. Dias 121–150

    Piloto assistencial

    Operação de volume limitado, se autorizada, com indicadores e testes de integração de sistemas.

    Decidir formalmente se há condições de avançar.

  6. Dias 151–180

    Expansão controlada

    Ativação em ondas, auditoria interna, revisão de desempenho e pactuação de metas.

    Expandir somente com aprovação formal.

Não abrir ou restringir admissões quando faltar licença, equipe, oxigênio, energia, água, medicação crítica, esterilização, suporte diagnóstico, transporte ou contingência segura. Nenhuma meta de giro autoriza operação inadequada.

Uma proposta para pactuar com a gestão pública, validar com as equipes e implantar com responsabilidade.