Inteligência da Rede
Articular demanda, solicitações e oferta real por cooperação formal. A regulação pública determina prioridades e autoriza encaminhamentos; o hospital informa recursos e critérios de aceitação.
Programa do Instituto de Ciências Médicas Canaã
Retaguarda hospitalar adulta, decisão oportuna e continuidade do cuidado na rede pública.

O Instituto de Ciências Médicas Canaã propõe organizar uma resposta hospitalar coordenada às necessidades da rede de urgência. O Hospital Canaã será a retaguarda inicial planejada: receber encaminhamentos regulados, investigar e tratar com oportunidade, disponibilizar o recurso adequado e preparar a continuidade do cuidado.
Acelera SUS Paulistano Emergência é o nome adotado nesta apresentação institucional para a proposta descrita no manual como ‘Acelerar SUS Paulista’. A página e o documento se referem ao mesmo projeto; o título original do manual foi preservado.

Proposta institucional em desenvolvimento. Capacidade, serviços e integrações dependem de licenciamento, contratação, pactuação com o gestor e ativação operacional. O programa não é apresentado como iniciativa governamental oficial nem como serviço já implantado.
Entre o primeiro atendimento e a resolução, o paciente pode permanecer aguardando uma vaga, transporte, exame, avaliação especializada ou procedimento. Essas esperas podem sobrecarregar as portas de urgência e fragmentar o cuidado. A proposta enfrenta os atrasos evitáveis com fluxos coordenados, decisões explícitas e responsabilidades compartilhadas — sem deslocar riscos para outra unidade.
Agir sobre o tempo que se perde entre as etapas do cuidado, preservando o tempo que cada paciente precisa para se recuperar.
Articular demanda, solicitações e oferta real por cooperação formal. A regulação pública determina prioridades e autoriza encaminhamentos; o hospital informa recursos e critérios de aceitação.
Iniciar investigação e tratamento no pronto-socorro, conforme gravidade e protocolos. Coordenar exames, interconsultas e decisões sobre enfermaria, UTI, cirurgia, transferência ou alta segura.
Organizar diagnósticos, tratamentos, exames, receitas, sinais de alerta e seguimento na saída. O compartilhamento depende de autorização e integração; haverá alternativa impressa ou acessível sem internet.
Estabiliza, identifica a necessidade hospitalar e registra gravidade, exames, tratamentos e riscos de transporte.
Qualifica a solicitação, define prioridade e formaliza o destino conforme perfil clínico e disponibilidade efetiva.
Confere recursos, recebe a passagem do cuidado, reavalia o risco e reconcilia as prescrições.
Coordena investigação, terapia e especialistas, com decisões registradas e responsáveis pelas pendências.
Define enfermaria, UTI ou cirurgia; encaminha a outra referência quando o recurso necessário não estiver disponível.
Realiza alta segura e orientada, transferência regulada ou manutenção da internação pelo tempo necessário.
O Núcleo Interno de Regulação (NIR) propõe informar em tempo real à regulação municipal, separadamente, as vagas de enfermaria e de UTI adulto efetivamente disponíveis. A central interna não substitui a autoridade reguladora e não anunciará como disponível leito interditado, sem equipe ou sem os recursos necessários.

0–12 horas
Reconhecer gravidade, investigar e iniciar o tratamento prioritário. Sepse, choque e deterioração exigem resposta imediata.
12–24 horas
Rever hipóteses, interpretar exames, coordenar especialistas e ajustar o plano terapêutico, nutricional e de continuidade.
48–60 horas
Horizonte gerencial para reduzir atrasos evitáveis nos casos elegíveis, acompanhando resposta ao tratamento e destino adequado.
Até 72 horas
Reavaliar conforme os protocolos específicos, documentar pendências e preparar alta, transferência ou permanência indicada.
Os marcos são referências de organização, não classificação de risco nem prazos obrigatórios de alta. Urgências exigem resposta imediata. A internação deverá continuar pelo tempo clinicamente necessário, com motivo, plano e responsável registrados.

122 Leitos no total
capacidade adulta planejada
57
leitos clínicos
35
leitos cirúrgicos
30 Leitos de UTI adulto
3 unidades · 10 leitos cada
A estrutura física é uma referência de planejamento. A oferta operacional dependerá de licença, equipe, equipamentos, suprimentos, isolamento quando indicado e suporte diagnóstico assegurados. A ativação dos leitos será progressiva e documentada.
UTI 1: 10 leitos — Tipo III (alta complexidade) UTI 2: 10 leitos — Tipo II UTI 3: 10 leitos — Tipo II Classificação prevista no projeto assistencial.
5 Salas cirúrgicas
Classificações de UTI pretendidas; habilitação depende de conformidade e ato competente. A programação cirúrgica dependerá de equipes, materiais, anestesia e retaguarda segura.
Tomografia de 128 canais, raio-X, ultrassom, ecocardiografia, endoscopia e apoio laboratorial integram o planejamento diagnóstico. Horários, cobertura especializada e serviços efetivamente ofertados dependerão de validação. O Day Clinic previsto apoiará avaliações e seguimento, conforme pactuação e implantação.
2 consultórios médicos 2 salas de observação com 3 leitos cada (6 leitos) 1 sala de ressuscitação com 2 leitos 1 sala de ultrassom 1 farmácia satélite compacta
Observação e ressuscitação não se somam aos 122 leitos hospitalares.
A carteira inicial é adulta, sem maternidade, neonatologia ou pediatria. O aceite dependerá de indicação hospitalar, estabilidade para transporte, especialidade, isolamento e suporte disponíveis. Casos que exijam recursos não instalados ou não habilitados terão referência e transporte regulados, sem promessa de atendimento indisponível.
O projeto prevê prontuário, prescrições, exames, imagens, gestão de leitos e indicadores conectados para acompanhar a jornada. Trocas externas e eventual integração com a RNDS dependem de base legal, autorização, arquitetura técnica e homologação. A intenção de integrar não significa integração já implantada.
A inteligência artificial poderá apoiar alertas, resumos e organização assistencial após validação técnica e clínica, avaliação de vieses e monitoramento. Diagnóstico, prescrição, regulação e alta continuarão sob responsabilidade dos profissionais habilitados; nenhuma dessas decisões será autônoma da IA.
Controle de acesso, registros de auditoria, proteção de dados, gestão de incidentes e planos de contingência deverão integrar a implantação. A comunicação será acessível também a idosos, pessoas com deficiência e pacientes sem internet. Informação clínica sensível deverá circular por canais institucionais seguros e auditáveis.
Direções técnica e clínica, enfermagem, NIR, qualidade, segurança do paciente, financeiro e TI deverão compor o núcleo de acompanhamento. O modelo propõe reunião operacional diária, análise semanal de desempenho e governança mensal com participação do gestor público quando pactuada.
A regulação pública decide o acesso conforme sua competência. A direção técnica responde pelos recursos e pela segurança; chefias organizam os setores; cirurgião e hospitalista exercem atribuições formalizadas. Cada plano de melhoria terá responsável, prazo, evidência e supervisão.
Os indicadores abaixo são previstos, não resultados atuais. Cada medida exige definição, fonte, responsável, período, denominador e auditoria. Sem linha de base da rede, não será anunciada redução percentual de espera; a publicação ocorrerá apenas com dados agregados e verificáveis.
| Indicador previsto | Definição | Fonte prevista | Finalidade |
|---|---|---|---|
| Solicitação → aceite | Tempo até o aceite formal, com exclusões justificadas. | Regulação e registros hospitalares | Identificar barreiras de acesso. |
| Aceite → chegada | Tempo de transferência por origem e prioridade. | Regulação e transporte | Acompanhar o deslocamento seguro. |
| Chegada → decisão | Tempo até o destino clínico registrado, por gravidade. | Prontuário eletrônico | Localizar atrasos de investigação e decisão. |
| Decisão → leito | Tempo até a acomodação, separando UTI e enfermaria. | Censo e gestão de leitos | Avaliar a resposta da retaguarda. |
| Permanência | Tempo na origem e no hospital, por perfil e gravidade. | Dados autorizados da rede e prontuário | Comparar com a linha de base, sem impor alta. |
| Cancelamento cirúrgico | Cancelamentos sobre procedimentos programados e motivos. | Agenda do centro cirúrgico | Melhorar prontidão e programação. |
| Segurança assistencial | Eventos adversos, infecções e transferências não planejadas à UTI. | Segurança do paciente e prontuário | Equilibrar produtividade com qualidade. |
| Reinternações em 7/30 dias | Retornos com vinculação confiável e análise do perfil clínico. | Prontuário e dados autorizados da rede | Avaliar continuidade e segurança da alta. |
| Alta com Passaporte Digital SUS Paulistano | Altas elegíveis com informações mínimas e entrega confirmada. | Auditoria de altas | Verificar orientação e seguimento. |
| Experiência e privacidade | Satisfação, resolução de reclamações e incidentes de dados. | Ouvidoria e segurança da informação | Acompanhar acolhimento e proteção. |
O manual propõe 180 dias de preparação e implantação progressiva. Os intervalos representam etapas condicionadas a aprovações, não uma data garantida de abertura. Licenças, pactuação territorial, recursos e testes de segurança precedem a admissão de pacientes.
Dias 0–30
Inventário físico, escopo assistencial, responsável técnico, avaliação sanitária, riscos prediais e contratos críticos.
Validar escopo, planta e orçamento.
Dias 31–60
Protocolos prioritários, gestão de leitos, projeto de prontuário, arquitetura de dados e aquisições assistenciais.
Aprovar protocolos e riscos.
Dias 61–90
Escalas, retaguarda especializada, fluxos regulatórios, esterilização, laboratório, imagem e suprimentos.
Simular a prontidão de cada setor.
Dias 91–120
Simulações de emergência, transferência, cirurgia segura, falhas de energia e sistemas e incidentes de privacidade.
Registrar testes e corrigir não conformidades.
Dias 121–150
Operação de volume limitado, se autorizada, com indicadores e testes de integração de sistemas.
Decidir formalmente se há condições de avançar.
Dias 151–180
Ativação em ondas, auditoria interna, revisão de desempenho e pactuação de metas.
Expandir somente com aprovação formal.
Não abrir ou restringir admissões quando faltar licença, equipe, oxigênio, energia, água, medicação crítica, esterilização, suporte diagnóstico, transporte ou contingência segura. Nenhuma meta de giro autoriza operação inadequada.