Ouro
Até 24 horas
Diagnóstico de trabalho, exames essenciais interpretados e conduta documentada e iniciada.
Hospital Canaã · Proposta assistencial
Fluxo UPA–Hospital e 40 condições prioritárias nas primeiras 72 horas
A proposta estabelece uma carteira inicial de 40 condições para orientar o recebimento de adultos com indicação de internação urgente. Para cada condição, o documento identifica o motivo da internação, a avaliação dirigida, a equipe de referência e a decisão que não pode atrasar. São 28 linhas predominantemente clínicas e 12 de avaliação cirúrgica, a serem validadas com a gestão municipal e transformadas em protocolos locais.
Este planejamento conecta o atendimento pré-hospitalar à assistência hospitalar. O documento-base trata da internação adulta de urgência e da organização do cuidado após a chegada ao Canaã; não é um protocolo de atendimento móvel ou de transporte.
40
condições prioritárias
28
linhas clínicas
12
linhas de avaliação cirúrgica
18+
anos · atendimento adulto
A proposta territorial considera Vergueiro, Sé, Barra Funda, Vila Mariana, Mooca e Lapa. O encaminhamento dependerá de regulação municipal, pactuação e disponibilidade efetiva de equipe e recursos; a inclusão dessas unidades não estabelece transferência automática.
Reconhecer a necessidade de internação adulta e registrar gravidade, exames e tratamentos já realizados.
Pactuar o encaminhamento conforme o perfil do paciente, o leito necessário e os recursos efetivamente disponíveis.
Reavaliar o risco, investigar e iniciar tratamento. A transferência não reinicia os prazos clínicos.
Definir enfermaria clínica, cirúrgica, UTI ou referência externa, com plano registrado e responsável identificado.
O destino deve considerar a indicação clínica, a capacidade dos serviços e a organização da rede. Quando houver necessidade de hemodinâmica, trombectomia, neurocirurgia craniana ou CPRE, a regulação deverá direcionar o paciente à referência especializada com o recurso necessário, sem exigir passagem pelo Canaã. O encaminhamento depende de pactuação, disponibilidade efetiva e condições seguras de transferência.
As 40 condições formam uma carteira inicial, não um ranking comprovado das causas locais de internação. Volumes históricos de atendimentos das unidades não representam transferências atuais nem permitem estimar a demanda contratável do hospital.
As condições estão agrupadas por sistema. Os números identificam as fichas do documento, não a frequência local. Exames e condutas dependem da hipótese clínica, gravidade e recursos disponíveis.
Cada episódio corresponde a uma internação, mesmo quando ativa vários protocolos. A UTI é um nível de cuidado, não uma internação adicional. O diagnóstico principal, as condições associadas e os procedimentos devem ser registrados separadamente.
Reclassificar o risco, recuperar informações da origem e iniciar suporte, exames e tratamento indicados.
Rever estabilidade, resultados críticos e resposta inicial. Atribuir responsável às pendências urgentes.
Reavaliar o plano e as interconsultas. Registrar prioridade de cirurgia ou necessidade de referência externa.
Identificar barreiras à conclusão da avaliação inicial e acionar a liderança responsável.
Até 24 horas
Diagnóstico de trabalho, exames essenciais interpretados e conduta documentada e iniciada.
Mais de 24 até 48 horas
Revisar hipóteses e tratamento, resolver complexidades adicionais e justificar pendências.
Mais de 48 até 72 horas
Revisão ampliada com os responsáveis e plano explícito de investigação, referência e seguimento.
Emergências exigem ação em minutos ou poucas horas, conforme a condição clínica, sem aguardar as metas Ouro, Prata ou Bronze. As 72 horas organizam reavaliações: não garantem diagnóstico definitivo e não impõem alta. Após esse prazo, o cuidado e a investigação devem continuar com segurança.
Registrar o tempo da rede desde o primeiro atendimento e o tempo interno desde a chegada ao Canaã. A janela clínica segue a condição, não a transferência.
A Clínica Médica conduz a internação clínica com apoio de especialistas. Na internação cirúrgica, o cirurgião responsável mantém a titularidade e a responsabilidade pela alta; o hospitalista participa da avaliação diária e da prescrição integrada, conforme atribuições formalizadas.
Vincular a solicitação à unidade de origem e ao episódio, com hipótese inicial, gravidade, recurso solicitado e horários do atendimento e da regulação.
Registrar diagnóstico de trabalho, resultados essenciais interpretados, avaliações necessárias e conduta iniciada ou justificativa de não tratar. Pendências devem ter responsável e escalonamento.
Registrar destino, decisão e tempo quando houver necessidade de recurso externo. Na alta, documentar o plano de continuidade e atribuir responsabilidade pelas pendências.
Esta é uma proposta para validação assistencial e institucional. Capacidade planejada não equivale a operação habilitada. Cada ficha deverá se tornar um protocolo local aprovado, com critérios de aceite, responsabilidades, medicamentos, doses, ajustes e contingências.