Instituto de Ciências Médicas Canaã
Passaporte Digital SUS Paulistano
Informação que acompanha a pessoa. Alta responsável, acesso seguro e continuidade do cuidado.

Projeto em planejamento · Telas demonstrativas
Projeto institucional em planejamento. As telas são protótipos demonstrativos com dados simulados, não um serviço em operação. O acesso seguro aos documentos durante 24 horas é uma funcionalidade prevista, condicionada à implantação, à validação profissional e à homologação; não representa atendimento clínico 24 horas.
Para o paciente
Acessos previstos no portal, após implantação e validação. Alternativas impressas e presenciais também serão oferecidas.
Síntese do atendimento e orientações validadas pela equipe.
Resultados liberados e pendências com responsáveis pelo acompanhamento.
Medicamentos, alergias e alterações do tratamento na alta.
Plano individual, cuidados domiciliares e sinais de alerta.
Encaminhamentos e seguimento na UBS ou no serviço especializado.

Passaporte Digital SUS Paulistano: o cuidado não termina na alta
O Passaporte Digital SUS Paulistanono é a proposta do Instituto de Ciências Médicas Canaã para conectar o atendimento hospitalar à continuidade do cuidado no SUS. Seu papel é fazer com que as informações, as decisões e as orientações produzidas durante a internação acompanhem o paciente após a alta, apoiando sua transição para a atenção primária, a atenção secundária ou um centro de especialidades, de acordo com suas necessidades e o nível de complexidade do cuidado.
No Hospital Canaã, essa jornada começará na urgência e emergência e acompanhará a pessoa quando houver necessidade de cirurgia, internação ou tratamento em UTI adulta. O diferencial proposto é preparar a próxima etapa desde o período hospitalar: reunir uma síntese clínica validada, revisar medicamentos, registrar exames e pendências e construir um plano individual de continuidade, com encaminhamentos e responsabilidades definidos. A alta não deverá representar uma ruptura no tratamento.
Por um portal web institucional, sem exigir a instalação de aplicativo, o paciente poderá acessar informações e orientações pertinentes ao seu cuidado e compartilhá-las de forma segura com os profissionais autorizados. Saúde digital e inteligência artificial poderão apoiar a organização das informações, a identificação de pendências e riscos e a compreensão das orientações, sempre com validação e supervisão profissional.
A proposta é preservar os ganhos de saúde alcançados no hospital, apoiar a recuperação e prevenir agravamentos evitáveis, sem deixar que se perca o trabalho assistencial realizado. Essa transição dependerá de articulação com a rede, fluxos de referência e contrarreferência e acompanhamento proporcional ao risco. O Passaporte não substitui a regulação do SUS nem garante vagas: pretende tornar o cuidado mais contínuo, responsável e centrado na pessoa.
Da urgência à cirurgia e à UTI. Da alta à UBS ou ao especialista. Uma jornada conectada para preservar os ganhos de saúde.
O Passaporte Digital SUS Paulistanono prevê a portabilidade do histórico médico do paciente, com acesso rápido, fácil e disponível 24 horas às informações liberadas e validadas: diagnósticos e respectivos códigos CID, exames realizados e resultados de exames.
Organizado como histórico de atendimentos ambulatoriais e hospitalares, poderá ser apresentado pelo paciente a profissionais da rede pública e da saúde suplementar, apoiando a continuidade do cuidado. O compartilhamento deverá respeitar a autorização do paciente, a proteção de dados e os perfis de acesso, sem pressupor integração automática entre os serviços.

Benefícios propostos
20 vantagens para o paciente e para a rede SUS
São objetivos do programa, condicionados à implantação, à validação clínica e à articulação com a rede — não resultados já demonstrados.
Acesso previsto 24 horas a laudos
Exames de imagem, laboratoriais e anatomopatológicos: acesso previsto aos laudos após sua liberação e validação profissional.

Manual de integração
Passaporte Digital SUS Paulistano
40 capítulos e 18 anexos técnicos: da identidade institucional aos instrumentos de alta, governança, implantação e avaliação.
Acesso mobile — a plataforma pelo celular

Consulta e documentos na plataforma

18 anexos · Instrumentos operacionais
Os 18 anexos complementam os 40 capítulos do manual do Passaporte Digital SUS Paulistanono. Reúnem modelos, formulários e protocolos para orientar a implantação, a segurança assistencial e a continuidade do cuidado. Sua utilização dependerá de revisão profissional, validação institucional e adequação aos fluxos pactuados com a rede.

Jornada assistencial
Da admissão ao próximo ponto de cuidado
A informação será construída ao longo do atendimento, com preparação progressiva da alta e responsabilidades identificadas em cada etapa.
- 01
Admissão e identificação
Identificação segura do paciente e do episódio, registro de alergias e informações clínicas no prontuário oficial.
- 02
Cuidado e atualização
Diagnósticos, evolução, procedimentos, medicamentos e exames registrados ao longo do atendimento, com autoria e rastreabilidade.
- 03
Preparação da alta
Revisão clínica, conciliação medicamentosa, sumário validado, plano individual e conferência multiprofissional.
- 04
Entrega e compreensão
Acesso seguro aos documentos, orientação ao paciente e cuidador e oferta de alternativa impressa ou presencial.
- 05
Pós-alta e pendências
Revisão dos resultados ainda não liberados, comunicação de achados relevantes e orientação conforme protocolos.
- 06
Próximo ponto de cuidado
Informação pertinente para UBS, especialista ou urgência, por compartilhamento legítimo e fluxos pactuados.
Informação essencial
O que o Passaporte deverá reunir
Conteúdo proporcional ao episódio e às necessidades clínicas, sem reproduzir indiscriminadamente o prontuário. Cada documento preservará origem, autoria, validação e versão.
Identificação e episódio
Paciente, atendimento, responsáveis e informações de procedência dos registros.
Síntese clínica
Motivo da internação, diagnósticos validados, evolução, procedimentos e cirurgias.
Medicamentos e alergias
Prescrição de alta, alterações justificadas, tratamentos suspensos e alertas revisados.
Exames e documentos
Laudos disponíveis, exames laboratoriais, anatomopatológicos e de imagem, com autoria e validação.
Plano de continuidade
Cuidados, retornos, metas individualizadas, serviço de destino e sinais de alerta.
Pendências e responsáveis
Resultados aguardados, revisão prevista, responsável e encaminhamento documentado.
Alta responsável e plano individual
A preparação começará durante a internação, e não somente no momento da saída. Diagnósticos, procedimentos, medicamentos, alergias e necessidades de seguimento serão revisados pela equipe responsável. A liberação dos documentos dependerá de validação clínica, assinatura quando aplicável e conferência das informações.
O plano de continuidade reunirá cuidados domiciliares, prescrição de alta, retornos, pendências e sinais de alerta. A equipe verificará a compreensão do paciente ou cuidador, oferecendo explicações e alternativas de acesso adequadas à sua condição.
O Plano Individual de Continuidade Assistencial (PICA) deverá registrar cuidados, retornos, alertas e responsáveis. A compreensão será verificada por retorno explicativo: a pessoa relata, com suas palavras, como prosseguir o cuidado.
Resultados pendentes não podem se perder
A alta não encerrará a responsabilidade por exames que ainda aguardam liberação. Resultados laboratoriais, de imagem e anatomopatológicos pendentes deverão ter identificação, responsável pela revisão e encaminhamento documentado.
Achados clinicamente relevantes exigirão avaliação profissional, comunicação apropriada e registro das providências. O simples envio de uma notificação ou a publicação de um laudo não substituirá a comunicação clínica necessária, especialmente quando houver risco ao paciente.
Cada pendência deverá ter responsável nominal, substituto, prazo clínico e fechamento documentado. Uma notificação automática, sozinha, não encerra o processo.
Rede de atenção à saúde
A informação acompanha o paciente, sem substituir a rede
Na UBS, no ambulatório especializado ou em um novo atendimento de UPA e pronto-socorro, o Passaporte poderá ajudar a recuperar o contexto da passagem pelo hospital: diagnósticos, intervenções, terapias, resultados e recomendações relevantes. O compartilhamento deverá respeitar finalidade assistencial, legitimidade, perfis de acesso e proteção de dados.
A contrarreferência ativa é uma meta do programa: identificar o serviço de destino, registrar encaminhamentos e tratar pendências por canais institucionais. Enviar um documento não significa confirmar recebimento, consulta ou acompanhamento. Não haverá agenda ou regulação paralela às competências oficiais do SUS.
UBS e atenção primária
Contexto hospitalar e recomendações para acompanhamento territorial e cuidado longitudinal.
Atenção especializada
Informações pertinentes para retornos, reavaliação, recuperação e seguimento por especialidade.
UPA e pronto-socorro
Histórico do episódio como apoio à nova avaliação, sem substituir triagem, exame clínico ou decisão profissional.
Encaminhar não é garantir vaga. Enviar não é confirmar recebimento. Publicar um laudo não é comunicar sua interpretação clínica.
Portal, orientação e educação em saúde
O acesso foi concebido inicialmente por um portal web institucional, sem exigir a instalação de aplicativo próprio. A pessoa poderá consultar documentos validados, resultados disponíveis, prescrição e plano de continuidade, conforme o escopo de cada fase. Recursos de compartilhamento, lembretes e educação em saúde dependerão de testes e homologação.
O canal pós-alta, quando implantado, terá equipe, horários, assuntos elegíveis, protocolos e escalonamento definidos. Chat ou WhatsApp institucional não serão apresentados como serviço de emergência nem como substitutos de avaliação presencial.
Em sinais de gravidade, procurar imediatamente um serviço de urgência ou acionar o SAMU 192, conforme o caso. Não aguardar resposta de chat ou mensagem.
Digital para ampliar acesso, nunca para excluir
O direito à informação não dependerá de smartphone, internet ou familiaridade com tecnologia. O projeto prevê via impressa, orientação presencial e acesso mediado por equipe habilitada, além de linguagem simples e recursos de acessibilidade.
Pessoas idosas, com deficiência, baixa escolaridade, barreiras linguísticas ou conectividade limitada deverão receber apoio proporcional às suas necessidades. O acesso por cuidadores e representantes dependerá de verificação de legitimidade e regras próprias; não será presumido pelo vínculo familiar.
- Via impressa e orientação presencial
- Apoio a pacientes e cuidadores autorizados
- Linguagem simples e acessibilidade
- Contingência para ausência de internet
Confiança e governança
Segurança clínica antes da conveniência tecnológica
Privacidade desde a concepção
Dados de saúde são sensíveis. O planejamento contempla identificação segura, autenticação, autorização por perfil, acesso mínimo necessário e trilhas de auditoria, com origem, autoria, data e versão dos documentos. Compartilhamentos deverão ter finalidade legítima e base jurídica adequada, conforme avaliação institucional.
Políticas de privacidade, gestão de fornecedores, testes de segurança, tratamento de incidentes e continuidade tecnológica deverão ser aprovados antes da operação. Em indisponibilidade, a contingência assistencial deverá preservar o acesso à informação por meios seguros, sem retardar o cuidado.
Responsabilidade humana e uso de IA
Diagnóstico, prescrição, interpretação de resultados e decisão de alta permanecerão sob responsabilidade de profissionais habilitados. Eventuais recursos de inteligência artificial serão apoio sujeito a validação e supervisão; não poderão liberar autonomamente laudos, recomendações terapêuticas ou documentos clínicos.
Nos pacientes cirúrgicos, será preservada a titularidade nominal do cirurgião responsável, com cogestão hospitalista e atuação do intensivista conforme protocolos formalizados. A tecnologia não altera a autoria nem substitui responsabilidades assistenciais.
Equipes e responsabilidades previstas
Médico titular e direção técnica
Decisão de alta, condutas, validação, assinatura e protocolos clínicos.
Enfermagem e equipes multiprofissionais
Cuidados, reabilitação, nutrição, orientação e verificação de compreensão.
Farmácia e gestão de altas
Conciliação medicamentosa, barreiras ao seguimento, destino e rastreamento de pendências.
Governança, qualidade, TI e privacidade
Matriz RACI, auditoria, segurança, suporte, contratos, riscos e critérios de aceite.
Interoperabilidade progressiva, sem prontuário paralelo
O prontuário eletrônico hospitalar será a fonte oficial dos registros. A arquitetura proposta prevê integração progressiva com sistemas de laboratório, radiologia, imagens e prescrição, evitando um segundo prontuário ou cópias indiscriminadas.
O alinhamento com RNDS e HL7 FHIR R4, Meu SUS Digital, e-SaúdeSP e sistemas municipais é uma diretriz de planejamento, não uma integração vigente. Cada conexão dependerá de requisitos técnicos, credenciamento, homologação, contratos e pactuações pertinentes. A visualização de imagens poderá utilizar acesso seguro ao repositório, quando tecnicamente viável.
Conformidade com um padrão não equivale a conexão produtiva autorizada. O núcleo local deverá funcionar sem depender da integração externa.
Implantação responsável
Avançar por fases, com testes e critérios de aceite
Síntese das etapas propostas no manual, não um cronograma contratado. Cada avanço exigirá prontidão assistencial, recursos, treinamento, homologação e contingência testada.
- 01
Desenho e validação
Mapear a alta, definir elegibilidade, responsabilidades, requisitos clínicos, jurídicos e de segurança.
- 02
Núcleo inicial
Disponibilizar sumário validado, prescrição e orientações, com autenticação, auditoria e contingência.
- 03
Ampliação documental
Incorporar exames, pendências e educação em saúde conforme capacidade técnica e assistencial.
- 04
Comunicação estruturada
Implantar orientação pós-alta com equipe, protocolos, escalonamento e tempos de resposta definidos.
- 05
Integração e avaliação
Pactuar contrarreferência, homologar conexões e expandir após testes, piloto e análise de resultados.
Barreiras de segurança: documento de paciente errado, prescrição sem validação, acesso indevido, resultado crítico sem responsável ou contingência inexequível deverão bloquear a funcionalidade afetada até correção e aceite.
Resumo de alta — modelo demonstrativo

O que o programa não promete
- Não substitui o prontuário oficial nem a avaliação clínica.
- Não garante vagas, consultas ou seguimento externo sem pactuação.
- Não representa integração já operante com a RNDS ou sistemas municipais.
- Não oferece emergência por chat ou monitoramento clínico 24 horas.
- Não libera acesso irrestrito a familiares ou terceiros.
- Não apresenta redução de reinternações ou custos como resultado já obtido.
Situação do projeto e validações necessárias
Manual integral com 40 capítulos e 18 anexos, aprovado editorialmente pelo proponente em 03/11/2026. A aprovação editorial não substitui a validação multiprofissional, jurídica, de proteção de dados e a homologação tecnológica. Trata-se de um plano institucional: não comprova operação, credenciamento ou integração vigente com sistemas externos ou com o SUS.
Fonte: Manual Institucional do Passaporte Digital SUS Paulistano, edição integral de 03/11/2026. Apresentação editorial baseada no documento fornecido; a aplicação normativa deverá ser revisada na implantação.
Informação confiável. Orientação compreensível. Cuidado que continua.
Passaporte Digital SUS Paulistano — uma proposta para conectar a alta hospitalar à próxima etapa da vida e do cuidado.


