Rua Antônio Carlos, 122
Hospital Canaã
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Modelo assistencial

Gestão da jornada do paciente internado, leitos, linhas de cuidado e gestão de linha de custo

Da admissão à alta, um percurso integrado de cuidado.

O leito acompanha a necessidade do paciente

O Hospital Canaã propõe integrar a gestão de leitos à linha de cuidados dos pacientes internados, da admissão à alta. O objetivo é organizar o percurso assistencial, dar visibilidade às necessidades de cada paciente e apoiar decisões oportunas, com segurança e responsabilidade clínica.

A proposta também contempla a gestão da linha de custo de cada paciente e da operação hospitalar ao longo de toda a jornada. O tempo de permanência será analisado em grupos de curta, média e longa permanência, relacionando os recursos utilizados, as necessidades clínicas e os resultados do cuidado. Essa leitura deverá identificar dificuldades, atrasos evitáveis e oportunidades de otimização, preservando a indicação dos exames, dos tratamentos e do tempo de internação necessário para uma alta segura.

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Admissão e plano de cuidado

Na admissão, a proposta é registrar a avaliação clínica, o motivo da internação, os riscos e o plano terapêutico, com identificação da equipe responsável. O encaminhamento ao leito deverá considerar a necessidade assistencial, a gravidade, a disponibilidade e os fluxos de regulação pactuados.

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Acompanhamento dos pacientes internados

O cuidado previsto reúne reavaliação médica, acompanhamento de enfermagem e atuação multiprofissional. Exames, tratamentos e interconsultas devem compor um plano compartilhado, com registro da evolução e comunicação entre as equipes. Nos casos cirúrgicos, o cirurgião mantém a responsabilidade pelo paciente em cogestão com o hospitalista.

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Gestão de leitos e pendências

A gestão deverá acompanhar a disponibilidade dos leitos, as necessidades de transferência e as pendências que interferem no cuidado: exames, laudos, avaliações especializadas e preparação da alta. Cada pendência terá um responsável e será acompanhada conforme a prioridade clínica, buscando reduzir atrasos evitáveis sem abreviar o tempo de internação necessário.

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Alta segura e continuidade

A preparação da alta começa na admissão e acompanha a evolução clínica. A transição deverá reunir resumo de alta, orientações, conciliação de medicamentos e encaminhamentos necessários, com comunicação ao paciente, à família e à rede de referência. A liberação do leito depende da decisão clínica e da organização de uma continuidade segura do cuidado.

Gestão da linha de custo e melhoria do cuidado

Permanência e custos em cada fase

Em cada fase — admissão, investigação, tratamento, recuperação e preparação da alta — serão acompanhados os custos operacionais e o uso de recursos, como exames, medicamentos, materiais, procedimentos e suporte assistencial. Os indicadores deverão comparar curta, média e longa permanência, considerando a gravidade, as comorbidades e o perfil clínico ou cirúrgico. Os critérios dessas faixas e a forma de apuração e rateio dos custos serão definidos e validados institucionalmente; não são apresentados aqui limites em dias, valores apurados ou resultados já obtidos.

Adequação dos exames e procedimentos

A revisão deverá avaliar se os exames solicitados estavam adequados à hipótese clínica e ao momento do cuidado, se contribuíram para a decisão e se houve repetições ou solicitações sem necessidade documentada. A análise será conduzida pelas equipes responsáveis, à luz dos protocolos e das informações disponíveis na ocasião, sem impedir exames necessários nem substituir a autonomia e a responsabilidade do médico.

Resultados cirúrgicos, complicações e melhoria contínua

Nos casos cirúrgicos, o acompanhamento deverá relacionar o resultado do procedimento e a recuperação aos registros de complicações, infecção do sítio cirúrgico ou outras infecções relacionadas à assistência, necessidade de nova intervenção e prolongamento da internação. Os indicadores permitirão avaliar o alcance do objetivo terapêutico e identificar etapas que podem melhorar com ajustes nos cuidados, na prevenção de infecções e na organização dos processos. A análise de causas deverá orientar ações de melhoria e acompanhar seus efeitos, sem presumir que toda complicação seja evitável ou decorra de falha profissional. O objetivo é melhorar segurança, qualidade e uso dos recursos; reduzir permanência não significa alta precoce nem economia financeira automática.

Linhas de cuidado adulto

O perfil adulto proposto reúne especialidades clínicas e cirúrgicas para dar continuidade ao cuidado dos pacientes encaminhados pela rede de urgência. Clínica médica, cardiologia, neurologia, infectologia, nefrologia, hematologia não oncológica, gastroenterologia clínica e Grupo de Dor compõem a retaguarda clínica. A Radiologia contará com médicos radiologistas no centro de diagnóstico, apoiando a avaliação e a interpretação dos exames de imagem. A equipe de Medicina de Urgência e Emergência atuará no pronto-socorro, na avaliação inicial, estabilização e definição do encaminhamento assistencial. A assistência cirúrgica contempla cirurgia geral, urologia, cirurgia vascular, cirurgia bucomaxilofacial, ortopedia de baixa e média complexidade e cirurgia de coluna.

A oferta de cada especialidade dependerá das equipes, dos protocolos, dos equipamentos e das habilitações aplicáveis. O suporte cardiológico será integrado à avaliação clínica, ao eletrocardiograma, ao ecocardiograma e à terapia intensiva. Casos que exijam recursos não previstos no hospital deverão seguir as referências especializadas da rede.

Especialidades clínicas

  • Clínica médica
  • Cardiologia — Interconsulta
  • Neurologia — Interconsulta
  • Infectologia — Interconsulta
  • Nefrologia — Interconsulta
  • Hematologia não oncológica — Interconsulta
  • Gastroenterologia clínica — Interconsulta
  • Grupo de dor — Interconsulta
  • Radiologia
  • Medicina de Urgência e Emergência

Especialidades cirúrgicas

  • Cirurgia geral
  • Urologia
  • Cirurgia vascular
  • Cirurgia bucomaxilofacial
  • Ortopedia de baixa e média complexidade
  • Cirurgia de coluna (neurocirurgia)
  • Broncoscopia
  • Anestesiologia — Anestesista

Acompanhamento médico e responsabilidade assistencial

Pacientes clínicos

Todos os pacientes de internação clínica serão acompanhados pela equipe de Clínica Médica, responsável pela condução do tratamento e pela alta hospitalar. Conforme a necessidade de cada caso, a equipe contará com interconsultas de Cardiologia, Neurologia, Infectologia, Nefrologia, Hematologia não oncológica, Gastroenterologia clínica e Grupo de Dor, integrando as avaliações especializadas ao plano de cuidado.

Pacientes cirúrgicos: cuidado compartilhado, titularidade do cirurgião

Os pacientes das especialidades cirúrgicas serão acompanhados por médicos hospitalistas em cogestão com a equipe cirúrgica. Os hospitalistas realizarão a avaliação e a evolução clínica diárias, a prescrição médica de rotina e a solicitação de exames, conforme as atribuições pactuadas, além do acompanhamento de comorbidades e intercorrências clínicas.

Esse apoio não transfere a titularidade da internação: o cirurgião assistente, nominalmente identificado no prontuário, ou seu substituto formal permanecerá responsável pelo seguimento cirúrgico da admissão à alta. Caberá à equipe cirúrgica realizar visita e evolução diárias, revisar o plano terapêutico, ajustar a prescrição quando necessário e decidir a alta hospitalar, em alinhamento com a equipe de cogestão. A prescrição será única e integrada ao prontuário, com identificação dos prescritores; cada médico continuará responsável pelos atos que praticar.

Transferência excepcional de titularidade de equipe

Em situações excepcionais previstas em protocolo, quando uma condição clínica independente justificar a mudança da equipe responsável, o médico poderá solicitar a transferência para troca de titularidade de equipe. Será necessária justificativa médica e aceite explícito pelo titular da nova equipe, com registro no prontuário e passagem efetiva das informações. Somente após assumir formalmente o caso, a nova equipe passará a conduzir a internação e a decidir a alta.

A conclusão da cirurgia ou a necessidade de completar antibioticoterapia, controlar a dor, realizar curativos ou acompanhar a recuperação pós-operatória não justificarão, isoladamente, essa transferência. Até sua formalização, a titularidade permanecerá com o médico responsável da equipe atual ou seu substituto formal.

Modelo assistencial proposto, sujeito à validação pelas Diretorias Técnica e Clínica e pela assessoria jurídica, com atribuições formalizadas no Regimento do Corpo Clínico e nos protocolos de cogestão antes da implantação.